Futuro presidente do BPI afasta saída total de Angola

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Forero admitiu que terá de haver uma redução [da participação no BFA] "que deixe a administração do BPI tranquila em relação ao supervisor". O presidente do banco garantiu esta quinta-feira, que as saídas que vão decorrer ao longo do próximo ano serão feitas através de reformas antecipadas e rescisões amigáveis. O CaixaBank passou a controlar cerca de 85% do BPI, após o sucesso da oferta pública de aquisição concluída este ano.

Ao fim de mais de três décadas no BPI e 13 anos como CEO, Ulrich diz que é tempo de passar o testemunho e garante que, enquanto líder não executivo, não vai interferir na gestão do banco. "Manter em bolsa para que os acionistas minoritários tenham liquidez para comprar e vender ações", afirmou Pablo Forero, que vai suceder a Fernando Ulrich na liderança executiva do BPI, durante a conferência de imprensa relativa aos resultados trimestrais.

O grupo conseguiu lucros de 43,8 milhões de euros na atividade em Portugal (cinco vezes mais do que os 7,9 milhões do mesmo período de 2016) e 46,2 milhões na atividade internacional (que compara com 37,9 milhões de período homólogo).

No comunicado, o grupo explica que o resultado negativo conseguido de janeiro a março foi afetado pela venda de 2,0% do capital do Banco de Fomento de Angola à operadora Unitel (pela qual passou de acionista maioritário a minoritário), o que teve um "impacto negativo de 212,3 milhões de euros" e obrigou à "desconsolidação dessa entidade, que passa a ser reconhecida nas contas do Grupo BPI pelo método de equivalência patrimonial".

Quanto a despesas, os custos de estrutura foram de 124,7 milhões de euros, abaixo dos 164,5 milhões reportados em março de 2016.

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