Reforma da Previdência não pode ser alterada daqui para frente, diz Meirelles

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"Agora, com política monetária adequada, política fiscal responsável e aprovação da reformas, todos os agentes econômicos estão ajustando expectativas a ajuste fiscal bem sucedido, país organizado, o que permite queda de inflação e da taxa de juros, outro item importante para o Brasil voltar a crescer", afirmou.

Questionando sobre a possibilidade de o governo ter que fazer novas concessões daqui para a frente, Meirelles disse que a expectativa do governo é que, uma vez aprovado o texto na comissão especial, "as alterações posteriores não sejam substanciais".

O governo federal ainda não sabe qual será o impacto financeiro das mudanças apresentadas pelo relator da reforma da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Já esperamos cerca de 0,7% ou 0,8% de crescimento da economia no primeiro trimestre.

"Essa economia de 76% que restou do projeto original ainda está dentro do que prevíamos, dentro de um processo normal de negociação com o Congresso, que acreditamos que está indo bem".

"Esperamos um crescimento da economia considerando o final do ano de 2017 sobre o início do ano de cerca de 3,7 por cento". Essas despesas primárias equivalem a 19,8% do PIB, enquanto os investimentos estão em 1%.

Ao falar da falta de espaço fiscal para financiar investimentos, Meirelles disse que a despesa primária do governo teve forte crescimento nos últimos anos, dos quais 83% deste crescimento foram por conta de programas de transferência de renda, como assistências.

A América Latina investe 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, contra 5% dos países do Sul da Ásia e 6,9% do Oriente Médio e Norte da África. Por isso, o governo depende do interesse do setor privado para ampliar os investimentos em infraestrutura.

Ele chamou de "sensatas" as sugestões do Banco Mundial para estimular os projetos de infraestrutura no Brasil e América Latina, referindo-se a um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo órgão que traça um diagnóstico das deficiências em investimentos na região. A convite do Brasil, uma equipe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também vai auditar, de forma independente, as contas da Previdência.

O ministro também ressaltou que para o país retomar o equilíbrio fiscal será preciso que volte a crescer - o que, na sua visão, já está acontecendo.

"O emprego demora um pouco mais, acontece historicamente em qualquer lugar do mundo. A atividade industrial começa a reagir já antes disso", afirmou.

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