Itaú fecha acordo para comprar participação na XP Investimentos

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Nesta terça-feira, 9, a Coluna do Broadcast informou que o Itaú fez oferta para adquirir a XP.

Agora, além da própria General Atlantic, a oferta secundária de units terá também o fundo Dynamo e 239 acionistas pessoa física, incluindo os controladores Guilherme Benchimol e Julio Ramos da Silva. Inicialmente, eles venderão 60% da participação que detêm. Mas, de acordo com uma fonte a par das negociações, rapidamente ambos se entrosaram.

XP e Itaú namoram há tempos. Essas características fazem do banco um sócio parecido com um investidor financeiro, como os próprios fundos de private equity que já estão na empresa. Com isso, o banco e a corretora buscaram assegurar a independência da gestão, ao mesmo tempo em que trazia solidez do maior banco privado do país. "Somente mediante o exercício de qualquer dessas opções ocorrerá a aquisição de controle e da totalidade do capital social da XP pelo Itaú Unibanco", diz a nota do Itaú. "A XP vem fazendo um trabalho inovador no mercado de investimentos", destacou, em comunicado. O valor da operação não foi divulgado. Esse valor equivale a um múltiplo de 20 vezes o lucro projetado para 2018, de acordo com o Itaú. Os R$ 12 bilhões representam o valor da XP antes do aumento de capital que o Itaú fará como parte de sua entrada.

Segundo o Itaú Unibanco, a XP investimentos tem 410 mil clientes, R$ 85 bilhões de ativos sob custódia e R$ 12 bilhões de ativos administrados, tendo como principais negócios a corretagem de valores mobiliários, a distribuição de produtos de investimentos e a gestão de recursos de terceiros.

Fundada em 2001 em Porto Alegre, a corretora XP ganhou mercado nos últimos anos como shopping de investimentos alternativo aos grandes bancos, seguindo o modelo das gigantes americanas Charles Schwab e Fidelity.

O Itaú Unibanco se tornará um dos grandes beneficiários do processo de "desbancarização" com uma eventual compra de participação na XP Investimentos. Com a aquisição, também se defende de uma corretora que podia capturar seus clientes.

A companhia, que se apresenta como maior portal de produtos financeiros independente do Brasil em termos de ativos sob custódia, vai se listar no nível 1 de governança da B3 vendendo units, cada uma representando uma ação ordinária e duas preferenciais.

O negócio está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.

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