Defesa de Temer desiste de pedir suspensão de inquérito no STF

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Em ofício enviado ao relator do Inquérito 4483, ministro Edson Fachin, e aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal, a ministra presidente da corte Cármen Lúcia informou que levará a Plenário a questão de ordem sobre o pedido de suspensão da investigação feito pelo presidente Michel Temer tão logo seja comunicada oficialmente, pelo ministro Fachin, da conclusão da perícia no áudio questionado pelo presidente da República.

Segundo Guedes, a defesa se sentiu atendida com o deferimento do pedido para que fosse realizada uma perícia no áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS. "Na nossa avaliação, já não há dúvida, há convicção de que este áudio é imprestável", disse. O Dr. (Antônio Cláudio) Mariz [dono do escritório de advocacia que defende Temer] contratou uma perícia em São Paulo. "(.) O presidente quer dar essa resposta ao país o mais rapidamente possível", disse Guedes. Assim, os advogados querem o prosseguimento do inquérito para "provar a inocência" de Temer. A tendência era que o recurso fosse julgado na próxima quarta-feira (24), mas a conclusão os trabalhos periciais da PF será necessária para que a data seja mantida.

Carmen Lúcia, presidente do STF.

De acordo com a presidente da Corte, o julgamento da suspensão do inquérito depende "do integral cumprimento" da perícia.

"A gravidade e a urgência da deliberação do tema pelo plenário conduzem-me a liberar a pauta". A defesa da JBS negou que o áudio da conversa tenha sido adulterado. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

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