Governo de SP e prefeitura fazem operação na Cracolândia

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Segundo o movimento 'Craco Resiste', a operação começou por volta das 4h, com forte presença de policiais. Não tem tráfico nenhum aqui. O bagulho está todo destruído. "Numa situação como essa, bom senso, equilíbrio, serenidade, são fundamentais", disse o prefeito após participar de uma ação de zeladoria da prefeitura na zona sul da capital. "O Doria [João Doria, prefeito de São Paulo] está querendo acabar com a Cracolândia, limpar a Cracolândia". "Com base no Código Civil, ele até pode fazer isso, desde que prove que o imóvel está devidamente abandonado, inclusive com o não recolhimento de impostos, e desde que o imóvel não esteja na posse de absolutamente ninguém, nem mesmo de pessoas que o tenham invadido", afirmou.

Segundo Doria, a parceria com a iniciativa privada no projeto vai reduzir os custos da Prefeitura com as construções: "A maior parte do investimento será feito pelo setor privado".

O prefeito de São Paulo também disse que o projeto De Braços Abertos, da prefeitura anterior, foi finalizado.

Leia a íntegra da nota: Os Conselhos Regionais e Federal de Psicologia, reunidos no dia 21 de maio de 2017, em Brasília/DF, na Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf), repudiam a violência empregada pela gestão da Prefeitura de São Paulo na remoção da população atendida pelo "De Braços Abertos” e o desmantelamento do programa". Após a ação policial e a visita de Geraldo Alckmin e Doria à região, porém, alguns dependentes ainda seguiam vagando pelas ruas do entorno.

Em casos extremos, são usadas internações involuntárias e compulsórias.

O projeto Redenção, da gestão Doria, pretende erradicar o tráfico de drogas em oito regiões da cidade conhecidas como Cracolândia.

As iniciativas, segundo a prefeitura, vão envolver grupos de trabalho que serão coordenados por quatro frentes. Em sua fala sobre a cracolândia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi mais comedido do que o prefeito em falar sobre o fim da feira livre de drogas no local. "O Brasil já passou por outras crises e superou e vai superar também essa".

"É grave, gravíssimo [o que foi tornado público], mas é preciso considerar que nós temos a situação econômica que exige responsabilidade dos deputados e senadores para seguir na votação e na aprovação das reformas, e obviamente seguir aquilo que o Judiciário vem fazendo: investigar, dar direito de plena defesa e, havendo culpa, apenar". Nosso compromisso é com o Brasil e, principalmente, ajudar a segurar a economia e tentar empurrar as reformas, mesmo em um quadro adverso. O PSDB vai ter reunião de avaliação nos próximos dias. Nós estávamos começando a recuperar a economia. "Vai ter que redobrar o trabalho, redobrar o esforço para poder manter esse rumo", defendeu o tucano. Para nós, não mudou nada.

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