Ministério Público Federal denuncia Lula no caso do sítio de Atibaia

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O político é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo 1 sítio na cidade paulista de Atibaia.

As reformas teriam sido pagas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS.

O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o presidente recebeu propina por meio de benfeitorias feitas no sítio, do qual o ex-presidente seria dono.

Os procuradores dizem que a acusação se refere ao pagamento de propina de mais de R$ 128 milhões pela Odebrecht e de mais de R$ 27 milhões por parte da OAS.

"Esses valores foram repassados a partidos e políticos que davam sustentação ao Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Progressista (PP) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), bem como aos agentes públicos da Petrobras envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas", frisou o MPF.

Além de Lula e Bumlai, os procuradores do MPF denunciaram os empreiteiros Léo Pinheiro, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Paulo Roberto Valente Gordilho, todos executivos da OAS; Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal e Emyr Diniz Costa Júnior, executivos da Odebrecht; além do ex-assessor especial da Presidência Rogério Aurélio Pimentel, o advogado Roberto Teixeira e Fernando Bittar, um dos donos oficiais do sítio. Em uma delas, o petista é acusado pelo Ministério Público Federal dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter sido beneficiado com propinas de 3,7 milhões de reais da OAS na reserva e na reforma do tríplex do Guarujá (SP) e no armazenamento de seu acervo presidencial em uma empresa de transportes.

Segundo a defesa, os procuradores "reconhecem não ter qualquer prova de que Lula seja o proprietário do sítio, embora tenham repetido esse absurdo por muito tempo em manifestações formais e em entrevistas impropriamente concedidas à imprensa".

A Lava Jato age de forma desleal em relação a Lula, com acusações manifestamente improcedentes e com a prática de atos que são ocultados de sua defesa. Cabe agora ao juiz Sérgio Moro aceitar ou não a denúncia dos procuradores da Lava Jato.

O ato colide com os "Princípios Básicos Relativos à Função dos Advogados", aprovados pelo Oitavo Congresso das Nações Unidas em 1990, segundo o qual "Os Governos deverão assegurar que os advogados (a) possam desempenhar todas as suas funções profissionais sem intimidações, obstáculos, coacções ou interferências indevidas". Ademais, fontes públicas noticiam a amizade de longa data entre os dois'.

O sítio está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Francisco Bittar, sócios de Fábio Luiz, um dos filhos de Lula.

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