Trump diz que vê oportunidade para paz definitiva entre Israel e Palestina

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No seu primeiro dia de visita a Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (22) ver uma "oportunidade rara" para celebrar a paz definitiva entre Israel e o Estado Palestino.

Mencionando sua visita à Arábia Saudita no domingo, Trump afirma que lá encontrou "novos motivos para a paz" e fez alianças para a luta "contra o terrorismo e a ideologia do mal" entre os líderes do mundo árabe e muçulmano. "Na minha primeira viagem ao exterior como presidente, cheguei a esta terra sagrada e antiga para reafirmar o vínculo inquebrável entre os Estados Unidos e o Estado de Israel". Com um quipá negro na cabeça, Trump participou de uma breve cerimônia no local, acompanhado da primeira-dama, Melania, e da filha Ivanka, que se converteu ao judaísmo ao se casar com Jared Kushner, em 2009. Contudo, o aguardado anúncio da mudança da embaixada de Tel Aviv para a capital Jerusalém não ocorreu, ainda que tenha sido prometido por Trump desde sua campanha. Quando anunciou que o novo embaixador dos EUA para Israel ia ser David Friedman, um advogado que defende a "legalidade" dos colonatos hebraicos, Trump sugeriu que poderia vir a mudar a morada oficial da representação diplomática de Telavive para a disputada cidade.

Trump já havia expressado seu desejo de se "chegar a um último acordo" sobre o processo de paz entre Israel e palestinos.

Nenhum presidente americano no exercício do mandato tinha visitado o Muro das Lamentações.

Ao longo de dois dias, Trump irá se encontrar separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e visitar locais sagrados. O novo líder dos EUA, o grande aliado de Israel, é tido como mais favorável ao Estado hebraico do que o seu antecessor, Barack Obama; pouco depois de ter tomado posse, Trump assumiu uma posição mais suave quanto aos colonatos ilegais, sugerindo que é a sua expansão e não a sua existência que pode arruinar uma potencial solução para a paz. Ficou sem resposta concreta.

Trump chegou precedido por sua intenção proclamada de presidir um dia um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

"Chega de derramamento de sangue e de matança". Quanto a um acordo entre israelitas e palestinianos, Trump declarou que este será o mais difícil de todos, mas que ainda tem esperança de que seja possível, e aludiu a ainda a um possível entendimento com os países árabes. "Crescer fortes e livres de terrorismo e violência".

Num curto discurso à chegada a Telavive, Donald Trump elogiou "os laços inquebráveis" entre os Estados Unidos e Israel.

"Só para que você saiba, nunca mencionei a palavra e o nome 'Israel'", disse Trump em resposta a um jornalista. Nelas, terá que convencer a comunidade internacional de que os americanos continuarão engajados em assuntos internacionais apesar de sua promessa de que, se fosse eleito, colocaria a América em "primeiro lugar".

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