Emmanuel Macron recebe Vladimir Putin em Versalhes

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Reprodução/ InternetO presidente da França, Emmanuel Macron, encontrou-se com seu colega russo, Vladimir Putin, perto de Paris, nesta segunda-feira (29), prometendo uma conversa franca com o líder do Kremlin depois de uma campanha eleitoral durante a qual sua equipe acusou a mídia da Rússia de tentar interferir na votação.

"Donald Trump, o presidente turco [Recep Tayyip Erdogan] e o presidente russo estão em uma lógica de relação de forças, o que não me incomoda", constatou Macron.

Numa conferência de imprensa conjunta no Palácio de Versalhes, o Presidente francês deixou claro que o uso de armas químicas na Síria é uma "linha vermelha" para a França e resultaria em "represálias".

"Nossa prioridade absoluta é a luta contra o terrorismo e a erradicação de grupos terroristas e, em particular, do Daesh", afirmou, referindo-se ao grupo extremista Estado Islâmico.

A Rússia e a França apoiam diferentes facções na Síria.

Recorde-se que França e Rússia estão em desacordo sobre a Síria e o apoio de Moscovo ao presidente Bashar Al-Assad tem perturbado a relação entre os dois países. "O presidente francês não manifestou nenhum interesse sobre essa questão e eu muito menos", disse Putin.

Ao invés do ambiente oficial do Palácio do Eliseu, a residência do presidente francês, Macron optou por ter como cenário para a reunião a antiga corte dos reis da França.

Depois que os dois governantes percorrerem a exposição, durante a tarde, Putin se vai para Paris visitar a nova catedral russa ortodoxa da Santa Trindade, ao lado do museu Quai Branly.

Segundo Macron, o site Sputnik e o canal Russian Today espalharam notícias falsas sobre ele e tentaram influenciar o resultado eleitoral.

Recém-chegado de conversas com líderes ocidentais nas cúpulas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas, e do G7, na Sicília, Macron recebeu o presidente russo no suntuoso palácio de Versalhes, do século de 17, nos arredores da capital francesa.

As negociações poderão ter lugar no espaço de "dias ou semanas", afirmou o chefe de Estado francês.

A organização Human Rights Watch (HRW) confirmou, num relatório divulgado na semana passada, a perseguição de dezenas de homens homossexuais ou bissexuais na Chechénia e pediu à Rússia para garantir uma investigação "completa e imparcial" do caso.

Ao lado de Putin, o líder francês prometeu estar "constantemente atento" ao respeito dos direitos humanos na Rússia e na Chechênia.

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