Marcelo pede consenso dos partidos sobre candidatura à Agência Europeia do Medicamento

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"Foi explicado ao primeiro-ministro que Lisboa oferecia melhores garantias de segurança do que o Porto e que a opção pela capital portuguesa era a única que reunia condições mínimas de êxito da candidatura", salientou a mesma fonte do Governo.

Em resposta à decisão do Governo, a Câmara do Porto aprovou por unanimidade a criação de um grupo de trabalho para candidatar a cidade a acolher a Agência Europeia do Medicamento, mas apenas se o Governo garantir "rever" a decisão de candidatar Lisboa.

António Costa cita na carta "a conveniência da proximidade do Infarmed, agência nacional do medicamento" e o facto de "ser fator de preferência a existência de Escola Europeia, que só Lisboa poderá vir a ter, beneficiando da sinergia da preexistência de outras agências europeias". "Porque é que em Portugal há-de estar tudo em Lisboa, degradando a qualidade de vida em Lisboa por excesso de concentração e degradando as restantes zonas do país por desertificação?". Concorrem connosco cidades europeias importantes e já estamos a dar tiros no pé. "Isso significa que, em última análise, tudo ficará concentrado sempre nos mesmos sítios, é o centralismo, Portugal já um país centralista demais", referiu Catarina Martins.

Perante os jornalistas, António Costa, antes de visitar a Biblioteca de Santiago, onde, juntamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, observou documentação histórica do século XVI - em particular o acervo referente à circum-navegação de Fernão Magalhães - também se recusou a falar sobre a polémica em torno da administração da TAP.

"O que posso pedir é que os partidos estabilizem a opinião, cheguem ao acordo possível e depois remem todos na mesma direção, senão o que já é difícil torna-se impossível", frisou o chefe de Estado, à margem de cerimónia de homenagem à Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, com o título de membro honorário da Ordem de Mérito.

A "conveniência da proximidade do Infarmed" é outro dos fatores apontados pelo líder do Governo como justificação para candidatar Lisboa, e não o Porto, a acolher a sede da EMA que deve abandonar Londres com a saída do Reino Unido da União Europeia.

O Presidente da República pediu que os partidos "estabilizem a opinião" sobre a localidade portuguesa que se deve candidatar à Agência Europeia do Medicamento (EMA). O que o PR pode desejar, em primeiro lugar, é que rapidamente os partidos definam uma posição.

Contra a opção centralista do governo, os eurodeputados do PSD Paulo Rangel e José Manuel Fernandes decidiram lançar uma campanha para travar a decisão do Governo e incluir as cidades de Porto e Braga na corrida à sede da Agência Europeia do Medicamento.

Questionado sobre a ideia transmitida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no sentido de se alargarem os concursos para a nomeação de administradores de empresas públicas, o primeiro-ministro respondeu: "Essas matérias trataremos depois, quando regressarmos a Portugal" - o que acontecerá na sexta-feira de manhã.

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