Incêndio florestal mata ao menos 25 pessoas em Portugal

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Balanços tem sido divulgados de hora em hora e o número de vítimas pode aumentar. Outras pessoas faleceram após inalar fumaça.

"Infelizmente, esta é seguramente a maior tragédia de vidas humanas de que temos conhecimento nos últimos anos em Portugal, em situação de incêndios florestais, disse o primeiro-ministro, António Costa, que esta noite se deslocou ao local".

Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna, tem vindo a actualizar, junto da comunicação social, o balanço trágico do incêndio de Pedrógão, Figueiró e Castanheira. Entre as vítimas mortais, 30 foram encontradas em carros na estrada que leva ao IC8. "É difícil dizer se estavam fugindo do fogo ou foram surpreendidos por ele", disse o secretário. Ao menos 20 vilas foram afetadas.

Ao tentarem fugir, o carro em que eles estavam se envolveu em um acidente com outro veículo em Nodeirinho.

A França ofereceu três aviões e a Espanha enviou dois, disseram autoridades. A explicação mais provável é que um raio tenha dado início ao fogo, que se alastrou por florestas de eucaliptos. "Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais", afirmou Almeida Rodrigues, diretor nacional da Polícia Judiciária do país.

Centenas de pessoas tiveram que deixar as suas casas, e as chamas se aproximam da cidade de Figueiró dos Vinhos.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou o trabalho dos bombeiros, "que fazem o máximo possível" diante das difíceis condições.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, prometeu a Lisboa "toda a ajuda necessária" para combater o fogo.

Segundo informação da ANPC, no distrito de Castelo Branco, encontra-se em resolução (incêndio sem perigo de propagação para além do perímetro já atingido) o fogo que lavra desde cerca das 18h10 de sábado no concelho de Oleiros, na freguesia de Orvalho, e que está a combatido por 135 operacionais, auxiliados por 45 viaturas.

"Ao tomar conhecimento da tragédia na zona de Pedrógão Grande, onde um incêndio de grandes proporções provocou pelo menos 57 mortos (dados atualizados às 10h15 deste domingo), a Federação Portuguesa de Futebol solicitou à FIFA o cumprimento de um minuto de silêncio antes do Portugal-México, em Kazan, marcado para as 16 horas portuguesas", lê-se no texto.

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