Associação de GNR denuncia "falta de meios" em Pedrógão

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Houve também falhas de comunicação entre as forças no local, na sequência da quebra do SIRESP, o sistema que opera a rede nacional de emergência.

O presidente da associação, César Nogueira, afirmou, em entrevista à TSF, que muitos militares estão indignados com os comentários feitos pelo ministério da Administração Interna ao trabalho da GNR, que abriu um inquérito ao caso.

A Associação dos Profissionais da Guarda defende que a falta de militares a fazer patrulhas e as falhas no SIRESP impediram o corte do trânsito na Estrada Nacional 236, onde morreram 47 pessoas no incêndio de Pedrógão Grande.

Depois de recolhidos elementos nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, a associação concluiu que existiam apenas dois homens num carro em patrulha, um cenário caracterizado por César Nogueira como insuficiente.

O responsável afirmou que o posto de Pedrógão Grande só tem 15 pessoas e que deveria ter o dobro.

Em consequência do incêndio de Pedrógão Grande vários militares da GNR meteram baixa psicológica pois estão "tremendamente afetados". Realçou ainda que de serviço naquele dia, 17 de julho, só estavam dois de patrulha e um no posto devido a folgas e férias.

Um problema que para César Nogueira se podia resolver se metade dos 23 mil profissionais da GNR não estivessem "em gabinetes", em funções burocráticas ou administrativas, fora do trabalho operacional no terreno: "Quem não cortou a estrada não o fez porque não tinha informação e", sublinha, "eram apenas dois homens". Comentou que estão "profundamente afetados" e que, ainda por cima, "estão a tentar colocá-los num imbróglio como se fossem culpados de tudo e mais alguma coisa".

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