Ministério Público já constituiu seis arguidos — Galpgate

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Segundo a PGR, estão em curso "diligências para a concretização desse despacho".

"No processo investiga-se o pagamento pela Galp Energia S.A.de viagens, refeições e bilhetes para diversos jogos da seleção nacional no Campeonato Europeu de Futebol de 2016".

"Em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, previstos na Lei dos Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos (Lei 34/87 de 16 de julho)", explica e PGR em comunicado.

"Ponderando a vontade manifestada pelos senhores secretários de Estado, a avaliação que fazem das condições para o exercício das funções e de modo a não prejudicar o seu legítimo direito de defesa, decidi aceitar o pedido de exoneração, apesar de não ter sido deduzida pelo Ministério Público qualquer acusação, nem consequentemente uma eventual acusação ter sido validada por pronúncia judicial", sustenta uma nota enviada pelo gabinete de António Costa à agência Lusa.

O Expresso tinha noticiado que o assessor para as questões económicas do primeiro-ministro, Vítor Escária já foi ouvido pelo MP e foi constituído arguido.

O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

Os secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria anunciaram no domingo que pediram a sua exoneração de funções ao primeiro-ministro e solicitaram ao Ministério Público a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens para assistir a jogos do Euro2016.

Depois das demissões dos secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria, há mais saídas a caminho no Governo, mas os ministros que têm estado na "corda bamba", por causa de Pedrógão Grande e de Tancos, estão seguros.

Vasconcelos entrou para o Governo na sequência do trabalho de fomento empreendedorismo digital assente na Start-up Lisboa, desenvolvido na Câmara de Lisboa, já durante o mandato de António Costa.

António Costa reagiu ao pedido de exoneração dos seus secretários de Estado: "Não podia negar-lhes esse direito", afirmou ao jornal Público.

Em agosto do ano passado a revista Sábado avançava com a notícia.

A informação foi dada a conhecer num comunicado conjuntos dos governantes visados. Todos alegam que por terem de se defender em tribunal, "entendem que não poderão continuar a dar o seu melhor contributo ao Governo e pretendem que o executivo não seja prejudicado, na sua acção, por esta circunstância", indica-se em nota sobre as demissões. E que pediu à Galp que esclareça se há despesas adicionais "que, a existirem, serão devidamente reembolsadas", comunicou o gabinete de imprensa do Ministério da Economia.

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