Votação da Reforma Trabalhista acontece hoje (11) no Senado

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O Senado pretende concluir na próxima terça-feira (11), a partir das 11h, no plenário, a votação da reforma trabalhista. Assim, o presidente Michel Temer embarcou para a Alemanha com a expectativa de que 42 senadores apoiarão a reforma - apenas um a mais que o mínimo necessário.

O projeto de reforma traz uma grande mudança nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que regem hoje as relações entre patrões e empregados. Uma das principais mudanças é dar mais força aos acordos fechados diretamente entre as partes, que passariam a ter prevalência sobre a própria legislação.

"Aquilo precisa mudar. Preciso de um sinal". Durante a sessão, o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deu parecer contrário a todas as 178 sugestões de emendas apresentadas em plenário. No grupo, Magno Malta parece ser o mais inclinado a votar com o governo.

A partir daí, o plenário passará a votar as emendas destacadas para votação em separado pelos partidos ou blocos partidários. Esse é 1 projeto que interessa à grande maioria dos congressistas. A intenção, porém, é conseguir que a votação seja adiada e apostar no enfraquecimento da base do governo para tentar derrubá-la. A primeira, um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) que pedia a suspensão da votação por 20 dias para que o governo fizesse um estudo do impacto orçamentário da medida. O recurso, porém, foi negado pela presidente da Corte, Cármen Lúcia.

A análise da denúncia contra o presidente Temer, na Câmara dos Deputados, não vai interferir na decisão da Reforma Trabalhista. "A única opção deles é adiar".

Na quinta-feira (6), pouco antes de assumir a Presidência da República interinamente, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, informou que a discussão do projeto já foi encerrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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