Afinal foram 65 as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande

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Outras vítimas indiretas do fogo podem estar por mencionar.

Assunção Cristas juntou-se ao coro de vozes a exigir ao Governo que divulgue a lista de mortos no incêndio de há um mês em Pedrógão Grande, depois de o jornal Expresso ter hoje noticiado a existência de uma vítima que não constará das contas oficiais.

A informação é revelada na edição deste sábado do "Expresso".

De acordo com o semanário, os critérios para elaborar a lista oficial das vítimas mortais exclui designadamente o caso de uma mulher que foi atropelada quando fugiu das chamas.

Face a esta notícia, a vice-presidente do PSD Teresa Morais entende que o Governo tem o dever de prestar um esclarecimento público.

Rebentou mais uma polémica com a 'gestão política' de Pedrógão Grande.

"É um caso, mas todos os casos são igualmente importantes", afirmou Catarina Martins, em Valongo, classificando a notícia como "perturbadora".

Não são 64 nem 65, mas pelo menos 73 as vítimas mortais do incêndio em Pedrógão Grande, garante Isabel Monteiro, que foi para o terreno contar as vítimas uma a uma. "Existir um caso significa que há alguma coisa que não está bem feita", disse, acrescentando ser essencial ouvir as populações afetadas pelo incêndio no âmbito da investigação que está a decorrer.

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, em Leiria, no dia 17 de Junho provocou oficialmente 64 mortos e mais de 200 feridos e apenas foi dado como extinto uma semana depois.

A área destruída por estes incêndios na região Centro corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

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