Congresso americano votará sanções contra Rússia

Ajustar Comente Impressão

Não são claros os destinatários da mensagem do Presidente norte-americano, mas já no começo da semana, Trump havia culpabilizado os democratas e "uns poucos republicanos" pela incapacidade do Partido Republicano em avançar com uma nova lei de saúde pública para substituir o plano do seu antecessor, conhecido como ObamaCare.

Também hoje e igualmente no Twitter, Donald Trump reiterou que está a haver uma "caça às bruxas" contra si e a sua equipa por eventuais ligações com a Rússia, uma "desculpa" dos democratas, advoga o Presidente dos EUA, para a derrota no sufrágio presidencial.

Trump tem enfrentado a resistência de parlamentares republicanos e democratas por sua promessa de buscar relações mais próximas com Moscou.

Com esta nova legislação, os dois maiores partidos dos EUA deixam assim claro que querem continuar a castigar e a punir Moscovo pela anexação da Crimeia, pela interferência nas eleições norte-americanas e por violações dos direitos humanos - algumas destas relacionadas com o apoio russo ao presidente sírio Bashar al-Assad.

A Casa Branca anunciou neste domingo, 23 de Julho que o Presidente Trump vai apoiar as sanções.

"A administração apoia ser dura com a Rússia", disse Sarah à emissora de televisão ABC News.

"Se ele [Trump] usar o seu veto, nós o venceremos", disse o senador democrata Ben Cardin à Fox News.

"Meu palpite é ... que ele vai tomar essa decisão em breve", disse Scaramucci à rede CNN.

A legislação vai exigir que o presidente apresente ao Congresso um relatório sobre as ações propostas e que "alterariam significativamente" a política dos EUA em relação à Rússia, incluindo a redução das sanções ou a devolução de propriedades diplomáticas em Maryland e Nova York, desocupadas em dezembro por ordem do ex-presidente Barack Obama.

O Senado adoptou quase por unanimidade em 15 de Junho uma proposta de lei de sanções contra a Rússia e o Irão, mas o texto estava bloqueado desde então na Câmara dos Representantes, onde as negociações finalmente chegaram a um bom termo no sábado.

O Congresso, por sua vez, teria pelo menos 30 dias para audiências antes de votar se aceita ou rejeita as mudanças propostas por Trump.

Comentários