FMI eleva expectativa de crescimento de Itália e Brasil

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Estes riscos - que denomina de 'descendentes' - foram esta segunda-feira de manhã (hora local) apresentados em Kuala Lumpur, capital da Malásia, no documento de atualização das previsões do 'World Economic Outlook'.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve inalterada as previsões de crescimento para a economia mundial para este ano e para 2018, embora tenha revisado para cima as expectativas de crescimento para a zona do euro e para a China.

As previsões para a zona euro são de um crescimento de 1,9% este ano e 1,7% no próximo, mais 0,2 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente, do que o previsto em abril.

Ainda assim, a instituição sediada em Washington afirma que em alguns países da zona euro podem ser levantadas novas preocupações de estabilidade financeira, dada a debilidade do setor bancário, o que pode "aumentar as taxas de juro de longo prazo e deteriorar a dinâmica da dívida pública".

O horizonte é, como se vê, de crescimento baixo em termos históricos nas economias desenvolvidas.

Mesmo que o país supere a recessão neste ano e cresça de 2% a 2,5% nos próximos, conforme esperam economistas de bancos e consultorias, o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2011 e 2020 será o pior para uma década desde o início do século passado, pelo menos.

Para o mundo, a previsão de alta também foi reduzida e está estimada em 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018.

O Reino Unido deverá crescer 1,7%, segundo o FMI.

Já para o Brasil, o FMI destaca que o bom resultado do primeiro trimestre justifica a alta para 2017, mas "a fraca demanda doméstica e o aumento da incerteza política e de políticas vão se refletir em um ritmo mais moderado de recuperação e, portanto, na projeção de um crescimento menor em 2018". Já o PIB norte-americano cresceria 2,1% neste ano e no ano que vem, em uma perspectiva 0,2% e 0,4% menor, respectivamente, que a apresentada no relatório de abril. Para a entidade, os países que tem o euro como moeda crescerão 1,9% em 2017 (alta de 0,2%) e 1,7% em 2018 (alta de 0,1%).

Além da zona euro, também o Japão recebe mais otimismo do FMI.

"As projeções das taxas de crescimento para 2017-2018 continuam abaixo das médias anteriores à crise, sobretudo para a maior parte das economias avançadas e para as em desenvolvimento que exportam matérias-primas", salienta o fundo liderado por Christine Lagarde.

Nesse sentido, o FMI defende que deve ser promovido o comércio livre, um crescimento mais inclusivo e fortalecido o momento de crescimento económico (através de políticas orçamentais, monetárias e estruturais).

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