Expectativa é de queda da Selic para 9,25%

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O veredito, tomado após dois dias de reuniões, cortou a Selic em 1 ponto percentual, para 9,25% ao ano, menor patamar desde agosto de 2013.

O Brasil amanheceu nesta quinta-feira, 27, com a taxa Selic de volta à casa de um dígito. A menor inflação em uma década. "Com trabalho, estamos colocando a economia nos trilhos". A taxa Selic vem diminuindo desde outubro do ano passado, quando reduziu de 14,25% para 14% ao ano.

Na Pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada mais cedo, a projeção para o câmbio no fim de 2017 segue em R$ 3,30 e, para o fim de 2018, foi de R$ 3,45 para R$ 3,43.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. "O que o Brasil precisa, no momento, é retomar o crescimento e gerar novos empregos". Isso acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

"A decisão foi acertada e seguiu o consenso do mercado". O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, porém, disse que o BC poderia ter sido mais ambicioso, já que a inflação está sob controle. Contudo, as principais alterações promovidas no comunicado de política monetária sugerem que o Banco Central está inclinado a promover uma redução mais rápida e maior da Selic. Essa é a sétima queda consecutiva determinada pela autoridade monetária.

Diante desse cenário, especialistas acreditam que o BC pavimentou o caminho para novo corte de 1 ponto no seu próximo encontro. A consequência imediata é o anúncio da redução da taxa de juros por parte dos bancos, o que impacta diretamente na vida de milhões de brasileiros. Agora, o BC divulga a ata da reunião na terça-feira da semana que vem (1º), com as explicações detalhadas sobre as motivações que levaram à decisão.

As seguidas reduções da Selic sinalizam que a economia brasileira está voltando à estabilidade após a crise que atravessou o País. O aumento recente da PIS/COFINS sobre os combustíveis foi nocivo à inflação e à atividade econômica. A taxa mínima será reduzida de 1,23% para 1,19% ao mês.

A queda dos juros tem lugar em momento particularmente relevante da conjuntura brasileira.

E o DI janeiro/2023 tinha queda para 9,890% (10,010% no ajuste anterior). Moreira Franco, ministro de Temer, também celebrou o corte e disse que a "recuperação da economia é crescente e não vai parar". O tempo e a frequência das reuniões são importantes, tanto para o consumidor quanto para os empresários.

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