Bancos veem taxa de juros ainda menor ao fim de 2017

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A expectativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central, com projeções para os principais indicadores econômicos.

O movimento acontece após a alta da tributação sobre combustíveis, anunciada recentemente pelo governo para tentar aumentar a arrecadação e alcançar a meta fiscal de 2017. Para 2018, a inflação, segundo os economistas, deve ficar em 4,20 por cento. O órgão define 1 intervalo de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos em relação ao centro da meta.

Para o próximo ano, os economistas do Top 5 projetaram que a taxa básica de juros deve ficar em 7,25 por cento, também abaixo da previsão anterior de 7,50 por cento. Atualmente, a taxa está em 9,25%. Motivada pelos baixos índices de inflação atuais, a redução na taxa de juros permite melhores condições de financiamento, embora as taxas reais impostas pelos bancos ainda fiquem bem acima da Selic - fruto do grande spread bancário praticado no Brasil.

A visão de que os juros tendem a continuar caindo foi corroborada pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Para 2018, é esperada uma taxa de 4,20%.

As projeções para o crescimento da economia brasileira se mantiveram sem alterações tanto para 2017 quanto para 2018: 0,34% e 2%, respectivamente. O preço do dólar ao final de 2017, na estimativa, permanece em R$ 3,30.

Balança comercial: permaneceu em US$ 60 bilhões. Os analistas alteraram apenas a expectativa para 2018.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões.

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