Produção industrial fica estagnada em junho no Brasil

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Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção industrial aumentou 0,5%. No acumulado em doze meses encerrados em junho, porém, há queda de 1,9% na produção industrial. Ainda assim, essa expansão foi bem menos intensa que o avanço de 4,1% em maio.

Produtos farmacêuticos e químicos (-9,2%), de equipamentos de transporte (-6,8%) e de informática (-4,9%) puxaram para baixo o indicador, indicando que a retomada da produção ainda tende resiste a ocorrer. Em contrapartida, produtos alimentícios registrou avanço de 4,5%, segundo resultado positivo consecutivo, acumulando alta de 7,8%. As principais influências negativas foram observadas em veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 3,9%, produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com recuo de 9,2% e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com retração de 1,7%.

Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de indústrias extrativas (1,3%), de máquinas e equipamentos (2,0%) e de bebidas (1,7%).

Janeiro (1,6%), março (1,7%), maio (4,1%) e junho (0,5%) foram de altas, enquanto fevereiro (-0,6%) e abril (-4,4%) foram de quedas.

Entre as categorias analisadas pelo IBGE, bens de capital, com 0,3%, e bens intermediários, com 0,1%, tiveram aumento em junho, com crescimento pelo terceiro mês consecutivo. Vale ressaltar que essas taxas também foram positivas em maio.

O crescimento de 0,5% da indústria no primeiro semestre do ano, frente a igual período de 2016, reflete resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 13 dos 26 ramos, 41 dos 79 grupos e 51,1% dos 805 produtos pesquisados.

A maior influência positiva foi dada por atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento de 11,7%. No índice acumulado nos seis primeiros meses de 2017, o setor industrial acumulou crescimento de 0,5%, enquanto o acumulado nos últimos 12 meses sofreu um recuo de 1,9%, seguindo com o ritmo de queda iniciado em junho de 2016, quando o decréscimo foi de 9,7%.

Outras contribuições positivas sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (expansão de 18,6%); metalurgia (3,6%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,1%) e de máquinas e equipamentos (2,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2017 mostrou maior dinamismo para bens de consumo duráveis, com alta de 10% e bens de capital (2,9%).

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