Câmara: placar registra 342 deputados em plenário

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A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (2/8) o pedido de medida liminar apresentado por cinco deputados federais para que o plenário da Câmara votasse a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB) - e não o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) favorável ao peemedebista.

"Nossa estratégia tem que ser no sentido de não facilitar a vida deles e, portanto, não dar quórum, para obrigar que aqueles que quiserem ajudar o Temer a se safar tenham que se expor perante a sociedade".

Somente após essa fase é que se inicia a votação propriamente dita, quando cada deputado é chamado ao microfone para anunciar seu voto. A oposição tentou, sem resultado, bloquear a sessão privando-a do quórum necessário para começar, de dois terços ou 342 das 513 cadeiras.

Antes do recesso parlamentar, foram realizadas duas tentativas de leitura do relatório, com baixa presença de deputados, com isso o procedimento foi adiado. Em seguida, o presidente Michel Temer ou seu advogado poderão falar por igual tempo. "O tema controvertido está, como visto, inteiramente vinculado ao Regimento Interno e, de modo especial, à interpretação deste pelos próprios membros da Câmara dos Deputados", escreveu Rosa Weber em sua decisão. Depois da exposição de quatro oradores, a secretaria esclarece que é permitida a apresentação de requerimento para encerrar a discussão.

INÍCIO VOTAÇÃO: deputados serão chamados por Estado, de Norte a Sul alternadamente, em ordem alfabética, para votar sim, não ou abstenção. Para que seja autorizada a investigação, são necessários 342 votos. Já para aprová-la, a oposição precisa do mínimo de 342 votos favoráveis.

Diante do processo de enfraquecimento da figura de Temer, parte da base aliada estaria indecisa a respeito da votação.

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