Produção industrial teve alta em julho, diz IBGE

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O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas, que, segundo levantamento da Bloomberg, projetavam avanço de 0,3% no mês e de 2,58%, em 12 meses. No mesmo período de 2016, havia ficado em 5,42%.

De acordo com o IBGE, esse foi o menor acumulado para um mês de agosto desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Na passagem de junho para julho, a produção industrial no Ceará registrou retração de 0,7%, ficando atrás de sete dos 13 estados pesquisados pelo IBGE. O grupo registrou queda de 1,07%, a quarta deflação seguida da categoria. Enquanto entre os demais, destacaram-se os avanços dos grupos transportes, com 1,53% e habitação, com 0,57%.

O resultado mensal de junho foi revisado para cima para mostrar alta de 0,2%, contra estagnação divulgada anteriormente.

Os alimentos para consumo em casa ficaram 1,84% mais baratos.

A produção industrial cresceu em 14 dos 24 ramos acompanhados de junho para julho deste ano, na série com ajuste sazonal, diz o IBGE. Ceará (2,2%), Mato Grosso (1,8%), Goiás (1,1%), Minas Gerais (1,1%) e Rio Grande do Sul (0,7%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção.

No grupo Comunicação (-0,56%), o destaque ficou com as contas de telefone celular que ficaram, em média, 1,57% mais baratas. Em agosto de 2016, o índice havia registrado variação de 0,44%.

O litro do etanol ficou, em média, 5,71% mais caro em agosto, enquanto a gasolina aumentou 7,19%, em razão da elevação na alíquota do PIS/Cofins em vigor desde julho e da política de reajustes de preços dos combustíveis nas refinarias praticada pela Petrobras. O melhor desempenho acumulado é o do Pará, com alta de 3,7%.

Sobre os transportes, houve a apropriação da parcela ainda não incorporada relativa ao reajuste de 16,61% nas passagens dos ônibus intermunicipais da região metropolitana de Belém, com 3,59%.

As Matérias-Primas Brutas aceleraram a alta a 1,21%, ante avanço de 0,42% antes; com destaque para os movimentos do minério de ferro, dos bovinos e do milho.

"A alta nos combustíveis pode afetar outros itens, via frete, por exemplo", disse Fernando Gonçalves, gerente da Coordenação de Índices de Preços do IBGE.

Quando se levam em conta os últimos 12 meses, o resultado é ainda mais expressivo: de uma alta de 12,83% em junho do ano passado, o grupo de alimentação e bebidas agora acumula uma queda de preços de 2,01%. Esta foi a menor variação acumulada em 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%).

Já o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) voltou a subir em agosto. No mês passado, os gastos médios com alimentação e bebida recuaram 1,07%.

Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) avançou 0,36% no período. Em julho, havia avançado para 0,15%. Quanto aos índices regionais, o IBGE apontou um recuo de 0,35% em Belém e um acréscimo de 0,35% em Curitiba.

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