Facchin manda prender Joesley batista e Ricardo Saud

Ajustar Comente Impressão

As prisões são temporárias e não há data para a execução.

Apenas algumas horas após o pedido de prisão formulado pela Procuradoria Geral da República (PGR), os advogados de Joesley Batista, um dos donos da JBS e delator na Operação Lava Jato, e Ricardo Saud, executivo da empresa, entregaram os passaportes ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A expectativa, agora, é sobre quando a ordem de Fachin vai ser cumprida.

Em liberdade, Joesley e Saud continuariam a ter os mesmos estímulos que os levaram a omitir parte das provas que teriam de apresentar às autoridades, afirmou Fachin.

Miller se desligou da carreira de procurador somente em abril, mas, na polêmica gravação entre Joesley e Saud aparentemente gravada por descuido, os dois delatores sugerem que o ex-auxiliar de Janot auxiliou os executivos do grupo empresarial a negociarem os termos da delação premiada com a PGR.

O pedido de prisão foi feito depois de Janot concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. "Elementos que, por ora, diante do que trouxe a este pedido o MPF, não se mostram presentes, para o fim de qualificar o auxílio prestado pelo então procurador da República Marcello Miller aos colaboradores como pertinência a organização criminosa".

Os dois dão a entender que receberam orientações de Marcelo Miller para obter um acordo de delação premiada. Requeriram, ainda, a cópia do pedido de prisão e outras peças a fim de se manifestarem previamente. Os pedidos de prisão dos três foram feitos por Janot na sexta (8). "Foi necessário que fosse entregue uma fita, um áudio, gravado por essa turma que começa a gravar todo mundo e acaba gravando eles mesmos, para que essa farsa se revelasse", disse, completando considerar estranho que o procurador-geral Rodrigo Janot não tenha visto nada de estranho no contexto.

Para o procurador-Geral, Rodrigo Janot, houve "patente descumprimento" do acordo de delação.

Comentários