Joesley e Saud se entregam à justiça em São Paulo

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Miller é suspeito de atuar como investigador na Lava Jato e defender os interesses dos executivos da J&F.

Como ele ainda era Procurador da República na época das gravações, ele estaria atuando ilegalmente e sem o conhecimento dos seus superiores. Após sair da PGR, ele foi trabalhar como advogado no escritório Trench, Rossi e Watanabe, o mesmo que representava o grupo J&F na negociação do acordo de leniência, chegou a participar de articulações iniciais. Fachin, no entanto, não viu motivos para a prisão do ex-procurador da República. "O ex-procurador nunca atuou como intermediário entre o grupo J&F ou qualquer empresa e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ou qualquer outro membro do Ministério Público Federal".

A decisão determina também a suspensão cautelar da eficácia dos benefícios de delação premiada acordados entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os colaboradores. A validade das provas obtidas a partir da deleção, porém, continuam válidas, segundo entendimento de parte dos ministros do STF. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Joesley foi questionado pelos investigadores e teve que explicar cada trecho da gravação da conversa entre ele e Ricardo Saud. Joesley gravou Temer no Palácio do Jaburu e entregou o arquivo da conversa como prova das acusações que ofereceu em seu acordo com o Ministério Público. O ministro informa que decretou a prisão ainda na sexta (8), data do pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que no mesmo dia enviou a decisão para a Polícia Federal.

Joesley e Saud prestaram depoimento na 5ª (7.set.2017) na Procuradoria Geral da República, em Brasília.

Os executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud devem se entregar ainda neste domingo.

Perguntado sobre o pedido de prisão apresentado por Janot, Perecmanis afirmou que ficou sabendo pela imprensa e que, "se realmente for verdade, causa muita espécie". O empresário e o ex-executivo da JBS tiveram prisões decretadas por violação do acordo de delação premiada. A defesa dos delatore já foi notificada sobre o pedido de prisão. Mas, para o ministro, não há indícios consistentes para subsidiar o pedido de prisão. A defesa de Miller ainda disponibilizou o passaporte dele ao Supremo como garantia de que o ex-auxiliar de Janot não iria deixar o país.

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