Coreia do Norte afirma que EUA pagarão 'devido preço' por sanções

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O especialista em assuntos asiáticos Jamie Metzl defendeu que a China "vai aprovar novas sanções" contra Pyongyang, mas não "um embargo que ameace a estabilidade do regime", e excluiu a possibilidade de uma intervenção militar na Coreia do Norte.

A Coreia do Norte advertiu nesta segunda-feira (11) que os Estados Unidos pagarão "devido preço" por liderar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o mais recente teste nuclear norte-coreano, à medida que Washington pressiona por uma votação sobre uma proposta de resolução para impor mais sanções contra Pyongyang.

A China, sublinhou, sempre cumpriu com suas obrigações internacionais, mas quis deixar clara sua oposição a qualquer "sanção unilateral foram do marco do Conselho de Segurança", uma advertência que Pequim já formulou em numerosas ocasiões.

A Coreia do Norte realizou, em 03 de setembro, o seu sexto ensaio nuclear, que disse ter-se tratado de uma bomba de hidrogénio, ou bomba H miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

O teste com uma bomba de hidrogénio, há oito dias, foi o mais potente alguma vez realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas, que já infligiram sete conjuntos de sanções a Pyongyang.

As negociações entre Estados Unidos e China relativas a anteriores projetos de resolução das Nações Unidas com sanções à Coreia do Norte levaram semanas ou meses.

"As medidas que serão tomadas causarão aos Estados Unidos o maior sofrimento e dor em toda a sua história", refere a nota, adiantando que "O mundo será testemunha de como a Coreia do Norte domina os 'gangsters' americanos, lançando uma série de ações que serão mais duras do que jamais imaginaram".

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