Furacão Irma é elevado à categoria quatro enquanto se aproxima da Flórida

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Após devastar uma série de países na região do Caribe, o olho do furacão Irma chegou à Flórida Keys, nos Estados Unidos, na manhã deste domingo (10) e já causa alagamentos em diversas cidades norte-americanas.

O furação Irma teve uma leve enfraquecida neste sábado (9) ao atingir a costa norte de Cuba e foi reclassificado da categoria 5 para a categoria 4, as maiores da escala.

Como um furacão da categoria 5, a mais alta, com velocidade do vento de quase 300 quilômetros por hora, o Irma causou danos graves em várias ilhas do Caribe. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), os ventos no centro da tempestade atingiram já os 250 km/h - o que faz dele um furacão de categoria 4 -, esperando-se que ganhe força à medida que se aproxima do Nordeste das Caraíbas, onde deverá chegar durante este sábado.

Até agora, são três as mortes confirmadas como consequência do Irma na Flórida, mas a rede de televisão ABC informou hoje sobre duas novas vítimas, ambas por acidentes de trânsito decorrentes do fenômeno.

"A tempestade é mais rápida do que você", alertou o governador.

As autoridades locais no sul da Flórida assinalaram que estarão vigilantes para decretar mais medidas de prevenção devido à iminência do Irma.

Nas devastadas ilhas de Saint Martin e Saint Barth, as equipes de emergência trabalhavam contra o tempo para ajudar os traumatizados habitantes antes da chegada de outro poderoso furacão, José, que finalmente passou mais longe da costa do que o que estava inicialmente previsto. Escolas, lojas, escritórios públicos e privados, bancos, casas particulares, portos e aeroportos foram fechados nos últimos dias.

O presidente americano, Donald Trump, declarou estado de catástrofe natural na Flórida, medida que permite desbloquear verbas e recursos federais suplementares para socorrer a península varrida pelo gigantesco furacão.

Na última terça-feira, o Centro Nacional de Furacões afirmou que o Irma é o furacão mais forte já registrado na história do Oceano Atlântico. Ao todo, 6,3 milhões de pessoas - cerca de 1/3 da população do estado da Flórida - foram orientadas a evacuar, criando engarrafamentos em estradas e superlotação em abrigos.

Até a tarde de domingo, Havana e as províncias vizinhas de Mayabeque e Artemisa, no leste de Cuba, deverão sentir os efeitos do furacão, incluindo ondas de até 8 metros. O "olho" do furacão deverá agora passar pelo sudoeste da Flórida, na região de Keys e Tampa, durante a manhã de domingo.

Ao todo, 20 pessoas morreram, sendo 11 em St. Martin e St. Barts quatro nas Ilhas Virgens dos EUA, quatro nas Ilhas Virgens Britânicas e uma em Anguilla.

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