Taxa básica de juros deve ficar em 7,25% ao ano — Boletim Focus

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O percentual da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) sobre o PIB também deve ser maior do que o esperado para o ano de 2017 em comparação com a pesquisa anterior, sendo revisto de 52,0% para 52,05% (revisão para cima pela 4ª vez seguida). Na pesquisa divulgada na semana passada, a expectativa para o indicador apontava para um patamar de 3,38%. A meta oficial da inflação é de 4,5%, podendo ter intervalo de 3% e 6%.

Os números do Focus demonstram que o mercado financeiro espera que a inflação fique abaixo da Meta Central, que não é atingida pelo governo desde 2009.

As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,50%, que deve ser perseguida pelo BC.

Em setembro e outubro de 2017, a inflação medida pelo IPCA também deve registrar marcas menores do que o esperado anteriormente: a mediana das expectativas para setembro foi reajustada de 0,29% para 0,26%, enquanto para outubro, de 0,37% 0,36%. O Focus estipulou uma expectativa para o índice de 4,15%, contra os 4,18 % registrado no boletim anterior.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) diminui os juros básicos (Selic), o crédito se torna mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo assim o controle sobre a inflação.

Com isso, a expectativa geral para este ano se alinha à do grupo que mais acerta as previsões, o Top 5, que continua vendo a taxa básica a 7 por cento. No caso de 2018, a Selic média foi de 7,30% para 7,25%, ante 7,75% de quatro semanas atrás. Em 2018, o crescimento deve ser de 2,10%, enquanto na semana passada os agentes de mercado esperavam uma alta de 2,0%.

A mediana das expectativas de câmbio também foi modificada, de R$ 3,25 para R$ 3,20 em 2017, e de R$ 3,35 para R$ 3,43 ao final de 2018. No boletim passado, a expectativa do mercado financeiro era de 2,0%.

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