Bovespa fecha em máxima histórica com alívio em cena política e exterior

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O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, a B3, superou a máxima histórica nesta segunda-feira (11), batendo o patamar de 74 mil pontos e, assim, superando o maior valor intradia, ou seja, no decorrer do pregão, que era até então de 73.920 pontos, registrados em 29 de maio de 2008, segundo a consultoria Economatica.

Às 11h48, o Ibovespa aumentou 1,57 por cento para 74.228 pontos, o maior índice diário. O volume financeiro estava em R$7 bilhões.

Localmente, o mandado de prisão de delatores da J & F, que controla a JBS, trouxe mais impulso ao mercado, com o objetivo de enfraquecer uma nova possível denúncia contra o presidente Michel Temer e mais força para o governo avançar a agenda da reforma.

O exterior também ajudou a sustentar o otimismo do mercado local, diante da redução de preocupações com as tensões geopolíticas após a Coreia do Norte não conduzir novos testes nucleares e com alívio após o enfraquecimento da tempestade Irma. Apesar da queda na sessão, o Ibovespa emplacou a sétima semana seguida de alta.

"Dependendo de como o governo encaminhar as reformas por aqui.se vai sair alguma coisa minimamente positiva, pode ser até um pouco acima disso", disse o economista.

- A PETROBRAS PN aumentou 1,16% e a PETROBRAS ON ganhou 0,92%, com a empresa alienando seu radar depois que a companhia de petróleo iniciou um processo de venda de fertilizantes e também ganhou apoio do cenário político local mais favorável.

- O BRADESCO PN avançou 2,74% e o ITAÚ UNIBANCO PN aumentou 1,24%, ajudando o tom positivo do Ibovespa devido ao peso dessas ações em sua composição.

O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,30%, cotado a 3,1018 reais na venda. Também como pano de fundo estava o pedido de prisão de executivos da controladora J&F.

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