Temer tinha poder de decisão em 'quadrilhão' do PMDB, diz PF

Ajustar Comente Impressão

A PF cita no inquérito o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha.

Segundo a PF, que comprovou indícios da prática do crime de organização criminosa, integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.

Agora, a Procuradoria-Geral da República irá decidir se irá oferecer denúncia contra os citados pela PF. A expectativa é que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, denuncie Temer ainda nesta semana já que seu mandato à frente da PGR irá acabar no dia 17 de setembro. O relatório sobre o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, os políticos se organizaram para obter as chamadas vantagens indevidas na administração pública. Em março de 2017 foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e, em 18 de maio de 2017, teve novo mandado de prisão expedido pela Justiça.

Em nota, o presidente Michel Temer afirmou que não participou e nem participa de nenhuma quadrilha e que tampouco fez parte de qualquer "estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública".

A assessoria de Eliseu Padilha divulgou a seguinte nota: "O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta".

A defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha negou, de forma veemente, todas as acusações e afirmou que vai prestar os devidos esclarecimentos oportunamente.

Moreira Franco respondeu à Reuters afirmando que "jamais" participou de qualquer grupo para a prática do ilícito.

Inquérito da Polícia Federal (PF) concluído hoje (11) apresenta indícios da prática de crimes por parte do presidente Michel Temer e demais integrantes do chamado "grupo do PMDB da Câmara", segundo nota divulgada nesta segunda-feira pela PF. De acordo com as investigações, o grupo seria composto pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Moreira Franco, além dos ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

"Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito".

Considerando decisão que integra os autos, será encaminhada cópia integral dos autos do inquérito 4327/STF para fins de instrução do inquérito 4483/STF. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Comentários