Citado em relatório da PF, Temer diz que "facínoras roubam a verdade"

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"Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais", acrescenta. Facínoras roubam do país a verdade.

Além de abalar a imagem do Governo, este relatório policial será usado na formulação de uma nova denúncia do procurador-geral, Rodrigo Janot, contra Michel Temer.

A veracidade dos fatos narrados pelo empresário, no entanto, estão sob contestação desde que a Procuradoria descobriu gravação de conversa entre Joesley e o executivo Ricardo Saud na qual os dois revelam plano de omitir fatos em suas delações.

O inquérito também cita o depoimento do corretor Lúcio Funaro, que afirmou ter presenciado um telefonema em 2012, no qual o então vice-presidente Temer, avalizou pagamentos eleitorais como um "pedágio" por liberação de créditos da Caixa. Em nota nesta terça-feira, Temer diz que "garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente", e que há a tentativa de condenação sem ouvir os acusados.

Às 11h18m desta terça-feira, a Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto divulgou nota cuja primeira frase é uma explicação sobre o funcionamento do "Estado Democrático de Direito", que existe para preservar os cidadãos e coibir a "barbárie da punição sem provas". Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

"Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las". Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas. O peemedebista ainda disse que falsos testemunhos alteram o passado. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldadas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral.

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