CNC eleva previsão para vendas do varejo de 1,8% para 2,2%

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A mudança ocorre após a divulgação, hoje (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

O IBGE também corrigiu que, em comparação à estimativa de julho, a área diminuiu 0,05%, o equivalente a 29,6 mil hectares a menos. Na comparação com o ano de 2016, o varejo mantém as taxas positivas (3,1%) pelo quarto mês consecutivo, influenciado, principalmente, pelas atividades de tecidos, vestuário e calçados; e móveis e eletrodomésticos. Já no acumulado de doze meses, houve redução de 2,1%. As atividades de móveis e eletrodomésticos e livros, jornais, revistas e papelaria acompanharam o resultado geral e mostraram ambas variação nula na passagem de junho para julho de 2017. Bens de dinamismo, como celulose, minérios de ferro, petróleo e derivados da extração de soja, bem como bens de consumo semi e não-duráveis, tais como vestuário e calçados, também se destacaram.

Em relação a julho do ano passado, o volume de vendas do varejo ampliado cresceu 5,7%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção registrou expansão de 0,2% no volume de vendas em relação ao mês anterior (série com ajuste), e foram observados crescimentos em 23 estados, com destaque para Santa Catarina (16%), Amazonas (15,2%) e Rio Grande do Sul (13,3%).

O setor de combustíveis e lubrificantes registrou queda (-1,6%) na mesma comparação, como também artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%) e artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%). A inflação e os juros mais baixos favorecem o setor porque barateiam o crédito e trazem mais poder de compra, estimulando o consumo e, consequentemente, toda a economia - disse o presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt.

Dois setores se consolidaram com os melhores resultados nos últimos meses: o segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (bateu 41,9%, depois de sofrer com o encolhimento nos investimentos) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (24,5%), impulsionado pela desinflação dos alimentos. Isabella Nunes não relacionou a questão na queda de preços dos combustíveis. Em termos de conjuntura a gente tem inflação em queda, mas uma taxa de juros bastante elevada ainda para as famílias, embora, em queda, ainda elevada, e um comportamento de um mercado de trabalho que está evoluindo via o aumento de ocupação sem carteira.

Mediante tais dados, a CNC a revisou suas expectativas para o varejo ampliado em 2017, de +1,8% para +2,2%. Segundo o IBGE, o desempenho do comércio ficou estável no mês, em comparação com junho.

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