Culturas de inverno apresentam revisão de produção para baixo em 2017 — IBGE

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Quanto às áreas a serem colhidas, a estimativa para agosto (61,1 milhões de hectares) subiu 7,0% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares), puxadas principalmente pelos aumentos nas áreas de colheita de soja (2,3%), de milho (18,1%) e de arroz (4,0%). Trata-se de 0,05% a menos em comparação à estimativa de julho. Também devem ocorrer acréscimos na produção dos produtos: soja (19,6%), arroz (16,2%) e milho (54,7%). Porém, na comparação com o ano anterior a previsão é de uma produção maior em 2017. A área colhida teve redução de 0,8%, mas a queda foi amenizada pela expectativa de aumento no rendimento médio em 0,5%.

O estado da Bahia, por exemplo, foi citada como uma das regiões em que a produção será prejudicada (uma queda de quase 10%), já que as fortes chuvas no sul do estado diminuem a temperatura e atrasam a colheita.

Para a 2ª safra de feijão espera-se uma redução de 0,5% frente a julho, principalmente devido à estimativa de queda de 10,2% atribuída ao estado do Mato Grosso do Sul, aonde as chuvas reduziram em 9,9% a produtividade das lavouras.

O levantamento de agosto aponta uma produção 0,3% menor do milho 1ª safra, que alcançou 31,1 milhões de toneladas.

Na safra do feijão a previsão é de uma variação de 25,1% para menos na colheita.

O milho de 2ª safra também apresentou queda de 1,2% na produção em relação aos dados levantados em julho, totalizando 67,4 milhões de toneladas. Os maiores produtores desta safra são Minas Gerais (35,6%), Goiás (33,2%) e São Paulo (15,0%).

Quando se considera a área de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas houve uma redução de 0,7% de acordo com o levantamento do IBGE.

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