Delatores da JBS estão na cadeia

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Um deles é a casa de Joesley, no Jardim Europa, e outro, a casa de Saud, no Morumbi, ambos na Zona Sul.

Joesley e Saud se entregaram à PF, em São Paulo, na tarde de domingo (10).

Os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, presos temporariamente por suposta violação da delação premiada, partiram do Aeroporto de Congonhas, por volta das 14h desta segunda-feira (11), rumo a Brasília.

Nas novas gravações, entregues pelos próprios delatores à Procuradoria, Joesley e o executivo Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot.

- Admitiu em público a revisão do acordo de delação premiada com os executivos da JBS, alvo de críticas pelas aparentes vantagens dadas a Joesley Batista e a cúpula da empresa, sobretudo a imunidade penal. Ele pediu exoneração da instituição no mesmo mês, mas a deixou de fato apenas em abril.

O pedido de prisão está sob sigilo.

As primeiras conversas gravadas por Joesley, há cerca de quatro meses, levaram a PGR a denunciar o presidente da República, Michel Temer por crime de corrupção passiva, da qual ele saiu vitorioso. O pessoal não vai, diretor não vai. A gravação de Cardozo teria gerado uma "briga" entre Miller e os delatores porque o ex-procurador não teria aprovado a atitude. A medida foi requerida por Janot, por supostamente ter sido cooptado pela organização criminosa.

"O País inteiro se questionava por que tanto privilégio para criminosos. As declarações dele [Miller] não interessam ao Ministério Público?", questionou a defesa. No mesmo dia, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decretou a prisão dos dois primeiros.

Além do Rio de Janeiro, onde mora Miller, a PF cumpre mais dois mandados de busca em São Paulo - nas casas de Joesley e de Saud, na sede da empresa e na casa do delator Francisco Assis e Silva, também da JBS.

Na quarta-feira (13), o STF vai julgar o pedido de suspeição contra o procurador-geral, apresentado pela defesa de Temer, que também pede a suspensão prévia da segunda denúncia que está prestes a ser apresentada contra o peemedebista.

Isso, de acordo com o entendimento de pelo menos três dos ministros do STF: a rescisão do acordo não deve anular as provas.

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