Diagrama da PF aponta Temer como centro do "quadrilhão" do PMDB

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A base governista dá como certa a apresentação nesta semana da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer.

No relatório, relativo ao inquérito 4327, revela a Veja, os investigadores incluem ainda os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN) e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Outros aliados do presidente como Moreira Franco e Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala, também aparecem ligados a Temer por meio de flechas. O repasse para a campanha de Gabriel Chalita teria sido de R$ 5,4 milhões. E os valores doados, também supostamente de forma ilícita, à campanha do "apadrinhado político" Paulo Skaf para governador de São Paulo em 2014.

E Eduardo Cunha ainda nem tinha entrado no circuito. Cunha está preso em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, desde 19 de outubro de 2016.

Segundo a PF, um fato relevante que demonstra a ascensão de Temer sobre o PMDB da Câmara ocorreu em abril de 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff o nomeou como articulador político do governo, após extinção da Secretaria de Relações Institucionais. Para isso, a equipe de Janot aguardava a conclusão dos trabalhos da polícia.

Uma das vozes mais críticas à atuação do procurador-geral, o ministro Gilmar Mendes considera que Janot submeteu o STF "ao maior vexame de sua história" no episódio da homologação da delação do Grupo J&F. Para ele, ao pedir a inclusão do peemedebista no inquérito do quadrilhão, ficou "evidente o desprezo de Janot pela governabilidade".

A nota, de dez linhas apenas, é devastadora: derruba, de forma contundente, a mentira espalhada por robôs, na internet, de que Lula e Dilma trouxeram o PMDB de Temer ao Palácio do Planalto - os peemedebistas já estavam lá, se lambuzando, cinco antes de Lula ganhar sua primeira eleição presidencial; revela que o grupo já atuava como quadrilha, cada integrante com sua função e empregava as mesmas chantagens usadas contra Dilma 19 anos depois; mostra que Fernando Henrique cedeu às chantagens e que atuou para abafar um escândalo de corrupção, inaugurando o "presidencialismo de cooptação" que ele criticou outro dia; e que o trio Temer-Padilha-Geddel já pontificava na época. O procurador-geral já ofereceu denúncia, nos últimos dias, para todos os ramos da investigação - exceto o PMDB da Câmara.

O inquérito da Polícia Federal (PF) concluído nesta segunda-feira (11), apresentou indícios da prática de crimes por parte do presidente Michel Temer e demais integrantes da cúpula do PMDB. Segundo relatório final da PF, há indícios de prática de corrupção por parte de Temer, Moreira e Padilha.

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