Nuno Cobra é preso em SP por violação sexual

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A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira o preparador físico Nuno Cobra, que ganhou destaque por ter sido o preparador do piloto brasileiro Ayrton Senna, morto em um acidente com sua Williams no Autódromo de Ímola, em San Marino, no dia 1.º de maio de 1994.

Além desse caso, o ex-preparador físico responde por assédio sexual contra uma jornalista, desta vez em agosto deste ano. "Na mesma sentença em que converteu a condenação para a pena restritiva de direitos, com a prestação de serviços à comunidade, a magistrada condenou à prisão preventiva porque teve o conhecimento de outro caso". A jovem disse à Justiça que ficou sem graça quando ele trocou de lugar com outro passageiro para sentar ao lado dela, mas não poderia imaginar o que ocorreria, já que se tratava de um homem idoso, de quase 80 anos.

Após a nota, uma outra vítima se apresentou à procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento, do Ministério Público Federal, para contar que também havia sido vítima do profissional. Diante disso o MPF requereu sua prisão preventiva, que foi prontamente deferida pela juíza. "A segregação cautelar do acusado (Nuno Cobra) é medida de urgência", completou. A medida, na interpretação da juíza, visa evitar que ele "continue delinquir" por representar "um risco à ordem pública".

Cobra foi acusado, agora em setembro, de atacar uma jornalista após uma entrevista, em São Paulo. Em seguida, teve uma ereção e a mulher tentou se afastar. A convivência fez os dois se tornarem amigos e motivou, inclusive, a Cobra a escrever o livro "A Semente da Vitória".

Segundo depoimentos, o preparador físico teria sentado-se ao lado da vítima em um avião entre São Paulo e Curitiba e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com corpo e manipulação de energias. Na década de 1990, ele trabalhou também com Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Mika Hakkinen e outros esportistas.

Na decolagem, ele passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes e dizer que o formato do corpo dela despertava pontos energéticos que não sentia havia muito tempo. Ela foi mantida distante do preparador físico durante o resto do voo. Ao descer do avião, no Aeroporto de Congonhas, relatou o caso à Polícia Federal, e o Ministério Público Federal assumiu o caso.

A Procuradoria enquadrou Cobra no artigo 215 do código penal (conjunção carnal ou ato libidinoso mediante fraude ou meio que impeça ou dificulte reação da vítima). Segundo o MPF, o agressor agiu de forma dolosa para praticar os crimes simplesmente para satisfazer seu prazer sexual.

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