PF prende Wesley Batista, irmão de Joesley e sócio do grupo JBS

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Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F, se apresentaram voluntariamente à Superintendência da Polícia Federal, na tarde de hoje, em São Paulo. Entre eles, a informação de que o ex-procurador da República, Marcello Miller, teria influenciado Janot no processo do benefício da delação. Por volta de 14h, Joesley, que partiu da casa do seu pai, nos Jardins, chegou. A procuradora Janice Ascari, que trabalha com Janot, também está acompanhando a ação.

Em São Paulo, os agentes cumpriram quatro mandados de busca: nas casas de Joesley, Saud e Francisco de Assis e Silva, advogado da empresa, além de ir até a sede da companhia.

Afirmou ainda que se forem chamados a falar sobre q gravação que os levou a prisão irão se manifestar.

Eles não passarão por exame médico a pedido de seus advogados e atestarão que têm boa saúde. Caso a oitava se mantenha, o empresário deve ficar em silêncio.

Na última semana, após o Joesley se ausentar pela terceira vez do depoimento agendado, investigadores da operação foram até o juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal, para debater sobre os procedimentos a serem adotados para obrigar o empresário a depor.

Durante a manhã, a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.

A prisão decorre da investigação do uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro entre abril e 17 maio de 2017, data de divulgação de informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da J&F e a Procuradoria Geral da República (PGR). A prisão temporária, determinada pelo ministro Fachin, ocorre para garantir o andamento das investigações. Na quarta-feira, dia 13, os ministros do Supremo Tribunal Federal deverão analisar as delações [VIDEO] premiadas de Joesley e Saud. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

O escândalo é o mais novo capitulo no cenário de desestabilização política e econômica do Brasil, após três anos de investigação de suborno político generalizado e propinas em contratos com empresas estatais. Miller ainda não havia sido exonerado do Ministério Público Federal naquele momento. Eles tiveram prisão temporária decretada -com tempo máximo de duração.

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