Privatizações são fundamentais — BC

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A ata, divulgada ontem (12), fala ainda que o processo de estabilização da economia brasileira está consolidado.

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (12) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando foi decidido pelo corte de 100 pontos-base da Selic, para 8,25% ao ano - menor nível desde maio de 2013. Segundo informou o BC, na medida em que a recuperação da economia avança, a expectativa é que a alta do consumo abra espaço para a retomada do investimento. "Concordaram também que a atividade econômica deve seguir em trajetória de recuperação gradual, cujos primeiros sinais já são perceptíveis". O alerta está descrito na ata da última reunião do colegiado, publicada hoje.

Os membros do Copom ainda repetiram que o processo de flexibilização monetária continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação. "Há sinais de recuperação do emprego mesmo nessa fase do ciclo". Neste caso, a referência do colegiado é feita aos preços dos itens de serviços - mais suscetíveis à influência da Selic (a taxa básica de juros).

Após a surpresa com a forte queda do preço dos alimentos, o BC acredita que haverá "alguma normalização" em 2018.

O comitê lembra que a projeção do mercado para a inflação está em 3,4% este ano e em 4,2%, em 2018.

O Copom reconhece, porém, que esse processo pode ser mais lento que o esperado, o que poderia influenciar novamente a inflação para baixo.

Os membros do Copom, porém, avaliaram que os níveis baixos de inflação vêm melhorando o poder de compra da população, o que contribui para a retomada da economia e gradualmente levará a inflação em direção à meta ao longo de 2018. Para o Copom, portanto, há risco de uma espécie de inércia desinflacionária na inflação à frente. Para o BC, o Copom também está preparado para reagir a possível risco de "impacto inflacionário de um eventual revés do cenário internacional num contexto de frustração das expectativas com ajustes e reformas".

O Banco Central chegou a discutir os benefícios de antecipar oportunamente o fim do ciclo de redução dos juros, mas julgou mais benéfico sinalizar o encerramento gradual da flexibilização monetária diante das circunstâncias atuais de inflação baixa e indícios de recuperação econômica.

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