Temer e Geddel repartiram propina paga pela Odebrecht, diz Funaro em delação

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que divulgou a informação, Funaro teria presenciado um telefonema de Michel Temer em que o presidente - na época, vice - avalizava os pagamentos mediante liberação de créditos da Caixa Econômica Federal para terceiros.

Na delação, homologada pelo Supremo, Funaro falou que buscou R$ 1 milhão em espécie, pagos pela empreiteira, no escritório do advogado e amigo de Temer, José Yunes.

A fala de Funaro vai de encontro com a versão apresentada por Cláudio Mello Filho, ex-diretor da Odebrecht.

À PGR, Yunes contou que foi usado como "mula" de Padilha para a entrega de um pacote.

Há dois dias, o jornal O Globo publicou também que Funaro acusou Temer de ter recebido propina de R$ 20 milhões, paga em horas de voo na campanha eleitoral de 2014, de um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiros.

Ainda segundo Funaro, Henrique Constantino, empresário da Gol, teria pedido ao operador financeiro uma prova de que era Temer o responsável por pedir o dinheiro para a campanha de Chalita.

Geddel, que cumpria prisão domiciliar, foi levado para Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, na última sexta-feira (8). "Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente", exemplificou o corretor num dos trechos do anexo.

O lobista também afirmou em seu acordo de colaboração com a Justiça que Temer e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) tramavam "diariamente" os trâmites para destituir Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República.

Funaro foi o braço-direito de Eduardo Cunha em esquemas criminosos e é réu ao lado do ex-deputado em ao menos duas ações penais.

Segundo relatório da Polícia Federal encaminhado ao STF, Michel Temer liderava uma quadrilha formada para assaltar os cofres do Estado.

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