Wesley Batista, da J&F é preso pela Polícia Federal em SP

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O diretor presidente da JBS, Wesley Batista, foi preso nesta quarta-feira (13), pela Polícia Federal em São Paulo. O pedido de prisão é preventiva - sem data para sair - e foi expedido pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde o empresário ficará preso.

Eles são acusados de omitir informações no acordo de delação premiada.

Dia seguinte. A segunda noite de Joesley na cadeia também será em um prédio sede da Superintendência da PF, só que desta vez em Brasília, para onde foi levado na tarde da segunda, 11. O chefe do Ministério Público Federal - que deixará o cargo ao fim desta semana - entendeu que Joesley e Saud descumpriram com o acordo de colaboração firmado com a PGR e esconderam "deliberadamente a possível prática de crimes por terceiros" sob a orientação do ex-procurador Marcelo Miller. O irmão dele, Joesley Batista, que está em prisão temporária em Brasília, também é alvo de prisão preventiva na ação de hoje. A prisão temporária, determinada pelo ministro Fachin, ocorre para garantir o andamento das investigações. Na ordem de prisão, a alegação é que os dois irmãos "agiram pessoalmente para manipular ações do grupo no mercado".

O caso não está relacionado à delação de executivos da empresa e está fora da jurisdição de Fachin e de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

A operação no mercado, segundo a PF, foi uma manipulação por parte da JBS, "fazendo com que seus acionistas absorvessem parte do prejuízo decorrente da baixa das ações que, de outra maneira, somente a FB Participações, uma empresa de capital fechado, teria sofrido sozinha". Xerife do mercado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontou recentemente na sua análise que havia indícios de uso de informação privilegiada pelos controladores da JBS. "O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça". A pena prevista é de um a cinco anos de prisão, além de multa de até três vezes o total que lucraram com as ações investigadas. A 1ª fase foi deflagrada em 9 de junho quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva.

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