Miller teve passagens pagas por escritório antes de deixar Procuradoria

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As trocas de mensagens estavam em um celular de Wesley Batista apreendido em maio deste ano, durante a quarta fase da Operação Lama Asfáltica, deflagrada em maio deste ano.

A PGR disse que desconhece o teor do relatório e afirmou se tratar "de conversas de terceiros fazendo suposições". O ex-procurador, porém, só se manifestou na conversa coletiva no dia 4 de abril, quando cumpriu seu último dia de trabalho no Ministério Público no Rio. Esther - que deixou a banca Trench Rossi Watanabe no final de agosto - admitiu a esses interlocutores ter sido fundamental para a contratação de Miller para o escritório, mas não a única responsável.

A PF informou, porém, que outras mensagens mostram que ele já dava as pistas de como proceder para o fechamento da colaboração premiada desde março.

Na sexta-feira (8), Fachin negou pedido de Janot para que Miller fosse preso por entender que ainda não há indícios para justificar a medida em relação ao ex-procurador, acusado por Janot de fazer "jogo duplo " em favor da JBS durante o período em que estava no Ministério Público Federal (MPF), antes de pedir demissão para integrar um escritório de advocacia que prestou serviços ao grupo empresarial. O escritório está entregando todos os documentos solicitados pela Procuradoria-Geral da República. Miller destacou que pediu para ser exonerado em 23 de fevereiro.

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