Wesley Batista é preso pela PF em São Paulo

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A ordem de prisão foi expedida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A consequência dessa anulação é a prisão do empresário Joesley Batista, assim como do lobista Ricardo Saud, que teriam omitido informações relevantes nas primeiras acusações que fizeram.

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira o empresário Wesley Batista, presidente-executivo da JBS, como parte de uma investigação aberta pela PF em São Paulo sobre suspeita de que executivos do grupo se aproveitaram do próprio acordo de delação premiada para obter lucros no mercado financeiro, disseram fontes com conhecimento da ação.

A prática, no mercado, é apelidada de "insider trading".

A prisão dos delatores foi ordenada por Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

"Em especial após possível revogação dos benefícios premiais concedidos pela PGR", de acordo com a decisão, não haveria "outra medida eficaz, além da prisão cautelar, que possa ser utilizada" no caso dos irmãos Batista.

A PF também cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Uma foi a venda de ações da JBS na Bolsa de Valores, entre 24 de abril e 17 de maio, por sua controladora, a FB Participações, durante o programa de recompra de ações da empresa, reiniciado em fevereiro de 2017.

A segunda é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após o dia 17.

Mas confiaram no Estado; afinal de contas, estavam tratando com o Ministério Publico Federal.

Os irmãos Batista poderão ser responsabilizados pelo crime previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

Em nota divulgada neste domingo (10), Miller repudia o que chama de "conteúdo fantasioso e ofensivo" das menções ao seu nome nas gravações divulgadas na imprensa e diz que "jamais fez jogo duplo ou agiu contra a lei". Sua gestão priorizou as investigações de crimes cometidos por funcionários públicos com foro privilegiado e encurralou Temer. O fato já havia sido confirmado por Wesley Batista em sua delação, que afirmou ter pagado um total de R$ 30 milhões em propina ao ex-governador. O pedido formulado pela PF e MPF se baseou em relatórios da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da PF que constataram que as operações financeiras eram extremamente atípicas.

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