Após declarações de Trump, atletas e times da NFL se unem

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Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir a demissão dos jogadores de futebol americano de sua liga nacional (NFL) que não levantam para o hino nacional, os atletas reagiram. "Isto tem que ver com o respeito pelo nosso país e pela nossa bandeira", afirmou. "Despeçam-nos ou suspendam-nos!", 'twittou' o presidente.

Trump acrescentou que "a assistência aos jogos da NFL e os índices de audiência estão de rastos".

Donald Trump referia-se ao protesto de jogadores de futebol norte-americano, bem como treinadores e o proprietário da liga profissional da NFL, no domingo, contra a violência policial, em que estes se ajoelharam durante o hino dos Estados Unidos. Até o início da tarde de domingo, ao menos 26 proprietários das 32 franquias da NFL respoderam criticamente aos comentários de Trump, inclusive o bilionário Robert Kraft, amigo pressoal do presidente americano. "Estar de pé abraçados é bom, ajoelhados é inaceitável", respondeu o presidente dos Estados Unidos. A origem do gesto remonta ao verão de 2016, quando o ex-'quarterback' dos San Francisco 49ers, o afro-americano Colin Kaeernick, se colocou de joelhos - provocando um escândalo nacional - em sinal de protesto contra os assassinatos de vários negros à mão de polícias brancos.

"Não me vou levantar para mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime a gente negra e de cor", justificou o atleta, atualmente sem clube.

No sábado, o dirigente também chocou com o basquetebol, quando retirou o convite a Stephen Curry, estrela da NBA, e aos campeões Golden State Warriors à Casa Branca.

"Ir à Casa Branca é considerado uma grande honra para uma equipa campeã". Comissário da NFL, Roger Goodell divulgou nota ontem na qual criticava as declarações de Trump, dizendo que eles geravam divisão e demonstravam uma "falta de respeito" pela NFL, pelos jogadores e pelo esporte. "Stephen Curry está hesitando, então, retiro o convite!", escreveu Trump, em mensagem que conta com mais de 100 mil curtidas.

Em resposta ao presidente, a equipa, que recebeu várias mensagens de apoio e solidariedade, irá a Washington em fevereiro para celebrar a "igualdade, a diversidade e a inclusão".

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