Angela Merkel começa a negociar nova coalização após vencer eleições na Alemanha

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Foi por pouco, mas ela conseguiu.

A união conservadora liderada pela chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu domingo (26) seu papel dominante no Bundestag, parlamento alemão, com 32,9% dos votos, de acordo com a pesquisa preliminar divulgadas pelos veículos de imprensa do país.

Mas, apesar da vitória, foi o pior resultado numérico para o CDU nas urnas desde 1949.

Santos Silva sublinhou no entanto que quer a chanceler Angela Merkel quer o "agora provável futuro líder da oposição, Martin Schulz, têm dado ao longo da sua vida política provas mais que suficientes da sua intransigência para com valores e atitudes antieuropeias e antidemocráticas".

A ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), que nas eleições de 2013 ficou fora do Bundestag (equivalente à Câmara dos Deputados) ao não conseguir, por alguns décimos, o mínimo necessário de 5% dos votos, neste domingo conquistou 12,6%. A legenda fazia coalizão com a sigla de Merkel, mas já anunciou que passará para a oposição. É que a descida de votos da CDU permitiu também, pela primeira vez desde o final da Segunda Guerra Mundial, o regresso da extrema direita ao parlamento. Vamos recuperar nosso país - prometeu Alexander Gauland, um dos líderes do AfD.

A participação dos alemães nestas eleiçoes gerais, segundo os dados do Escritório eleitoral federal, ficou em 76,2%, frente a 71,5% em 2013.

E agora, Alemanha. E agora, Europa? "Mas temos a tarefa de formar um governo e contra nós nenhum governo pode ser formado".

"Naturalmente, esperávamos um resultado melhor", afirmou Merkel na festa da vitória na sede do partido, em Berlim.

Efeitos - Apesar de estreita, a vitória de Merkel aliviou o mercado financeiro local.

A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen saudou do país vizinho seus "aliados da AfD por este resultado histórico", que representa, segundo ela "um despertar dos povos". Em Milão, houve leve queda de 0,2%.

Perguntado sobre a ascensão da extrema-direita, o porta-voz disse que "a Comunidade Europeia tem fé na democracia". Líderes europeus que também enfretaram a extrema-direita nas urnas, como o francês Emmanuel Macron, felicitaram Merkel pelo resultado.

Resta a Angela Merkel tentar compor uma heterogênea aliança entre a CDU, o Partido Verde, de centro-esquerda, e o Partido Liberal-Democrático (FPD), que trará à mesa de negociação para a formação do novo governo um pacote de profundas divergências.

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