Marcelo Odebrecht envia e-mail e recibo sobre doação a Instituto Lula

Ajustar Comente Impressão

O juiz federal Sérgio Moro autorizou, mediante escola da Polícia Federal (PF), que o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil - Governos Lula e Dilma) vá ao dentista. Na quinta-feira (21) as mensagens foram incluídas nos processos da Lava Jato. As notas têm as datas de 16 de dezembro de 2013, 31 de janeiro de 2014, 5 de março de 2014 e 31 de março de 2014.

"O que corrobora que os valores foram efetivamente descontados da planilha italiano, senão não haveria razão para estar de posse dele (Migliaccio)", relatou o executivo. Palocci está preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, base da Lava Jato. É um pedido que eu fiz a ele, de R$ 4 milhões pro Instituto Lula. "Isso é verdade", disse o ex-ministro. Também foi entregue uma troca de e-mails entre Odebrecht e executivos da empresa, na qual falam desses repasses.

"Italiano disse que o Japonês vai lhe procurar para um apoio formal ao inst de 4m (não sabe se todo este ano, ou 2 este ano e 2 do outro)".

O empreiteiro esclareceu à PF que 'japonês' é referência a Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula. Ele disse também que '4m' é a sigla para R$ 4 milhões, que "hs" são as iniciais do nome de Hilberto Silva e que 'mp' se trataria da pessoa responsável pela comunicação na Odebrecht.

Segundo o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, isso é uma tentativa de transformar o recebimento de doações legais destinados ao Instituto Lula em ilegais, sendo que isso deixa claro a continuidade de uma perseguição da Operação lava Jato contra o ex-presidente. No entanto não há qualquer relação de doações ao Instituto com qualquer propina.

Sobre os depoimentos de Palocci, a defesa de Lula disse, à época, que a declaração do ex-ministro é mentirosa e foi fabricada para superar a ausência de provas contra o petista.

Comentários