Suspeito de assassinar Rodrigo Lapa apresenta-se à polícia mas recusa falar

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Joaquim Lara Pinto, o principal suspeito de ter assassinado Rodrigo Lapa, em 2016, está a ser procurado pela Polícia Federal brasileira, para ser sujeito a interrogatório.

Segundo fonte ligada ao processo, as autoridades brasileiras - e dois elementos da Polícia Judiciária portuguesa - não intercetaram o suspeito na sua residência, tendo sido recolhidos documentos do próprio.

A Polícia Federal informou que está colaborando com as investigações da polícia portuguesa, via Interpol. Esta caça ao homem aconteceu na sequência do cumprimento da carta rogatória enviada pelas autoridades portuguesas ao Ministério Público brasileiro há cerca de um ano.

Após essa operação, o advogado de defesa de Lara Pinto garantiu às autoridades que iria apresentar-se nas autoridades durante a tarde da operação.

O mesmo advogado reforça que "não existe qualquer mandato de prisão do meu cliente" e que "só hoje [terça-feira] foi notificado para dar declarações". Durante o cumprimento do mandado, a polícia também deve intimá-lo a prestar depoimento.

O suspeito acabou por sair em liberdade e deverá ser constituído arguido e julgado no Brasil.

O brasileiro Joaquim Lara Pinto é o principal suspeito pelo assassinato de Rodrigo Lapa, desaparecido a 22 de fevereiro de 2016, em Lagoa, no Algarve. O corpo de Rodrigo foi encontrado no dia 2 de março de 2016, depois de 10 dias de desaparecimento.

A casa de Joaquim Lara Pinto fica no Bairro Tijucal, em Cuiabá, onde ele está morando desde que deixou Portugal supostamente para fugir da acusação de homicídio. Nesse mesmo dia, o brasileiro viajou para o Brasil. Ele era casado com a mãe de Rodrigo e os três viviam juntos na mesma casa.

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