Rabello de Castro: BNDES vai devolver R$ 33 bilhões

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (28) que sua diretoria decidiu pagar R$ 33 bilhões referente a dívidas que o banco havia contraído com a União.

No mês, a receita líquida chegou a um total de R$ 92 bilhões, representando uma alta de 19,7% na comparação com agosto de 2016.

Ana Paula Vescovi destacou que as despesas sujeitas ao teto de gasto tiveram um crescimento de 7,4% até agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, mas esse número tende a ser reduzido para 4,8% até o fim do ano.

Sem esse efeito, informou o governo, as contas do governo teriam registrado um rombo menor, de R$ 18,1 bilhões nos oito primeiros meses deste ano.

No resultado deste ano, o governo informou que, entre maio e junho, houve pagamentos de precatórios, decisões de pagamentos expedidas pelo judiciário, relativos a despesas de custeio e capital.

De acordo com dados oficiais, o rombo fiscal foi 52,7% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando somou R$ 20,3 bilhões - no que foi o pior resultado para meses de agosto da série histórica, que tem início em 1997. É por isso que o Ministério da Fazenda tem conversado com o BNDES para pedir que o banco antecipe a devolução de mais R$ 130 bilhões ao Tesouro no ano que vem. Na semana passada, a projeção para o ano era de que o governo contasse com R$ 53 bilhões com receitas extraordinárias, sem considerar esses efeitos. O Tesouro se preocupa com a missão institucional do banco, mas o BNDES também é sensível com a situação fiscal do País. No entanto, a arrecadação final pode ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões se a Justiça desbloquear os precatórios bloqueados pela Justiça. "O governo tem se empenhado bastante em defender reforma da Previdência, temos tido apoio do Congresso para voltar a tramitar com essa matéria no momento adequado", disse. Segundo ele, o Banco está sendo demandado a fazer devoluções também ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), sua outra fonte de recursos, em valores que somam cerca de R$ 25 bilhões. Para 2017, ela é de déficit (resultado negativo) de R$ 159 bilhões. A redução na estimativa é de R$ 5,6 bilhões, de acordo com os cálculos dos técnicos da Receita ao qual o Broadcast teve acesso.

Ela lembrou que os recursos são importantes para o cumprimento pelo governo da chamada "Regra de Ouro" em 2018 e disse que os cálculos da equipe econômica são feitos com base "nos melhores parâmetros" para o próximo ano. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.

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