Maia se mostra cético com aprovação da reforma em fevereiro

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Eu não estou preocupado com eleição. Se eu estivesse, estaria ouvindo muitos dos meus amigos dizendo que eu não deveria manter a votação. "O que lembramos foi o que disse a nota da agência, mas sabemos e reconhecemos a importância do Congresso na aprovação de medidas como o teto dos gastos públicos e reforma trabalhista". Eu nem acho que ele será o vencedor - disse. De fato, como eu tenho dito sempre, a eleição no Brasil é uma eleição aberta. "E é importante que a gente desmonte a tese de que o Lula é imbatível, que o legado dele foi uma maravilha".

- Quem decide quem será o presidente do Brasil é a população. Ele ainda citou os 14 milhões de desempregados, "a inflação galopante" e os juros altos no fim do governo Dilma Rousseff para atacar o PT. "O povo tem sabedoria e teremos condições para cada vez mais fazer melhores escolhas", completou Questionado se seu conhecimento no comando da economia seria suficiente para reverter a falta de popularidade - ele não tem ultrapassado 2% em pesquisas -, o ministro admitiu que esse será um dos pontos a avaliar. Em entrevista coletiva, Meirelles disse também que é "razoável" que as agências olhem para o que o próximo presidente fará em 2019 em termos de política fiscal. Para Maia, este é apenas o "perfil" do colega, que se utiliza de "frases de impacto e irônicas".

Aliados do Palácio do Planalto no Congresso avaliam que o governo tem duas tarefas simultâneas: acalmar a base e usar o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco S&P na semana passada como arma para pressionar os parlamentares a votar a reforma, com o discurso de que tudo pode piorar caso ela não seja realizada.

Maia disse que neste momento não mistura extremos e jogou a culpa do atraso na votação da reforma nas denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer, barradas pela Câmara em agosto e outubro -segundo ele, os processos fizeram com que o governo perdesse base na Câmara.

Meirelles reforçou que confia na aprovação também da reforma da Previdência.

De acordo com o democrata, o governo tinha 360 deputados da base aliada no final de 2016, mas o número foi reduzido para 250 quando foi barrada a Câmara a segunda denúncia contra o Michel Temer feita pela Procuradoria-Geral da República. Segundo líderes governistas, a contabilidade dos votos deve ser fechada com mais precisão no início de fevereiro, quando as lideranças já estarão em contato mais direto com as bancadas.

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