Rodrigo Maia afirma que não é candidato à presidência da República

Ajustar Comente Impressão

Após ser acusado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de ter culpado o Congresso pelo rebaixamento do Brasil pela agência Standard & Poor's, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a redução da nota não pode ser transformada em um evento político.

As articulações políticas, no entanto, devem esbarrar no temor dos deputados de sofrerem nas urnas as consequências da aprovação da proposta de mudança na aposentadoria. A reforma é urgente, precisa ser aprovada, mas para isso é preciso se reconstruir a base do governo tal como era para se ir ao plenário - disse. Mas confirmou que foi por iniciativa de Maia que o DEM adiou sua convenção nacional para o final do mês de fevereiro, quando a reforma da Previdência já terá sido votada na Câmara.

O presidente da Câmara também terá reuniões com empresários americanos na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em Washington, e com lideranças políticas como o presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, Paul Ryan. Sei que o presidente Temer está sempre empenhado, mas o que a gente não pode é reorganizar a votação e o ministro da Fazenda ficar procurando responsáveis por esse problema. Já para o ministro Marun, a notícia do rebaixamento do grau de investimento do Brasil ajuda na conscientização da sociedade e consequentemente dos parlamentares, mas “a notícia em si não vai trazer votos”.

"Seria extravagante que congressistas não se preocupassem com a opinião de seus eleitores", afirmou Meirelles, que também tem se movimentado na tentativa de se viabilizar como candidato ao Palácio do Planalto em 2018.

"O que temos que fazer é trabalhar pela [reforma da] Previdência dia e noite, a gente sabe que a reforma da Previdência precisa do comando do governo". Foi um recado a Meirelles, com quem Maia já tem duelado pelo título de candidato do governo à Presidência. "Não adianta encontrar culpados e, sim, unir forças para aprovar a reforma". "Só não posso aceitar que o Congresso seja responsabilizado por uma questão que não é culpa do Congresso", disse.

A própria agência de classificação de risco chamou o Parlamento de "complacente" ao não votar medidas fiscais importantes para o equilíbrio das contas nacionais.

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), admite que a base aliada não cumpriu seu papel como deveria. "Vamos continuar trabalhando juntos em um processo bem sucedido", disse o ministro, que marcou uma entrevista à imprensa na tarde desta sexta-feira (12). Depois de tudo o que a gente fez, parece que a culpa foi nossa.

Comentários