Selfie ajuda a desvendar assassinato de jovem

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Na foto, Brittney Gargol, de 18 anos, que foi estrangulada, aparecia ao lado de sua melhor amiga. Cheyenne Rose Antoine, de 21 anos, foi condenada, nesta segunda-feira, por homicídio culposo e sentenciada a sete anos na prisão. Na imagem, Cheyenne usava o cinto que foi encontrado ao lado do corpo de Brittney na cena do crime.

Suspeitando de que algo não batia certo, a polícia decidiu confrontar o tio da vítima que veio a confirmar que Cheyenne o tentou convencer a ser seu álibi. Em depoimento à polícia, Cheyenne contou que as duas haviam saído juntas na noite anterior de uma festa em casa para um bar e que Brittney havia deixado o local com um homem não identificado.

Os policiais, então, usaram postagens do Facebook para ajudar a reconstituir a movimentação das jovens na noite do crime. Foi aí que eles perceberam que a publicação postada por Cheyenne na página de Brittney na manhã seguinte era uma tentativa de despistá-los. Na mensagem, a suspeita escreveu: Cadê você?

Inicialmente, ela foi acusada de assassinato em segundo grau, equivalente ao homicídio doloso no Brasil, quando há intenção de matar. "Espero que tenha chegado em casa em segurança", registrou em seu perfil.

Ela disse que as duas estavam bêbadas e tinham fumado maconha quando começaram uma discussão acalorada.

"Eu nunca me perdoarei. O que fiz foi errado e nunca devia ter acontecido", disse numa declaração lida pelo advogado, citada pelo Toronto Sun. Nada que eu diga ou faça trará ela de volta.

Em tribunal, confessou ter assassinado a amiga, mas disse que não se lembra de o ter feito por estar sob o efeito de droga e álcool. Eu lamento muito, muito. "Isso não deveria ter acontecido", afirmou. Um mês antes do assassinato, Cheyenne havia ido à polícia para denunciar maus-tratos cometidos pelos pais adotivos, e que ela teria sofrido abusos similares no abrigo para crianças no qual viveu.

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