Michel Temer se reúne com relator da reforma da Previdência

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A reforma da Previdência, considerada um dos principais desafios do governo para o início deste ano, ainda é tratada como incerteza pela maioria dos senadores que se pronunciaram ontem, na abertura dos trabalhos do Legislativo. Segundo ele, tirando esses dois pontos, "tudo é negociável", desde que os parlamentares garantam os votos necessários para a aprovação da matéria.

Para o deputado petista, o Governo Federal não conquista os 308 votos para aprovar a Reforma da Previdência porque os governistas temem os efeitos desta medida sobre o pleito eleitoral marcado para o mês de outubro.

Com uma tática agressiva, o governo tenta cooptar o apoio de empresários e agentes do mercado, distribuindo uma lista de deputados indecisos para que sejam pressionados a dar os votos que faltam para alcançar o quórum.

A expectativa é que o governo reforce os trabalhos de convencimento de sua base aliada no Congresso na tentativa de garantir a aprovação da reforma na Câmara, ainda em fevereiro.

O presidente da república, Michel Temer (MDB), se reuniu nesse domingo (4) com o relator a proposta de reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA) em Brasília.

O desgaste pode se sentido pela classe política a partir da aprovação da reforma Trabalhista, em 2017.

Apesar de ter afirmado que não há mudanças fechadas até agora, o relator defendeu flexibilização nas regras de transição. Seria uma forma de Rodrigo Maia pôr sobre os ombros do Executivo a responsabilidade por um eventual fracasso da tramitação da reforma da Previdência, deixando o texto atual como "legado" para ser votado em 2019.

O ministro admitiu, porém, que nos últimos dias ainda não chegaram até ele propostas de flexibilização no texto "corroboradas do compromisso de votos". Em geral, essa escolha recai sobre a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ele, a matéria não deverá ser posta em votação por Maia.

Com o retorno das atividades legislativas o Congresso Nacional deve esquecer temas polêmicos que começaram a ganhar forma no ano passado.

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) disse acreditar que os primeiros meses do ano serão de trabalho intenso, já que o segundo semestre pode ser tomado pelas eleições. E para sobreviver é necessário, antes de tudo, agradar o eleitor.

De acordo com o parlamentar, a Casa terá uma agenda reformista "muito clara" e vai "discutir as despesas do estado brasileiro e a segurança pública de forma transparente de maneira como o Congresso possa ajudar a melhorar a sociedade". Aquilo que é votado no primeiro ano, quando chegar ao fim do mandato, as pessoas não vão lembrar. "(Então) qualquer um, se tiver apoio e vontade, tem condição de construir uma candidatura presidencial", avaliou. A reforma da Previdência está marcada para ir a plenário no dia 19 de fevereiro. Todos sabem que os estados têm dificuldade.

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