Secovi-SP: bancos têm espaço para redução de juro do financiamento imobiliário

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Pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP) de dezembro confirmou 2017 como o ano dos imóveis de até R$ 300 mil como os usados mais vendidos no Estado de São Paulo e do aluguel de até R$ 1 mil mensais como o dominante nas novas locações contratadas nas imobiliárias.

SÃO PAULO - (Atualizada às 14h17) Os lançamentos de imóveis as e vendas de unidades residenciais novas na cidade de São Paulo interromperam, em 2017, três quedas anuais consecutivas, segundo dados do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação.

No ano, as unidades de até R$ 300 mil responderam por 57,3% das vendas, de acordo com dados divulgados pelo órgão. Por sua vez, os lançamentos recuaram de 34,2 mil (2013) para 34,0 mil (2014), 23,0 mil (2015) e 17,6 mil (2016). Trata-se da primeira alta anual após três anos de queda, mas ainda abaixo da média histórica de 27,4 mil unidades vendidas. "A projeção para este ano é que as vendas cresçam entre 5% e 10%", sinalizou o economista. As vendas subiram 46,1%, com 23,6 mil unidades comercializadas.

Das vendas, 41% das unidades estavam na faixa de até R$ 240 mil, 61% se referem a imóveis de dois dormitórios e 51% tinham menos de 45 metros quadrados. "Por isso nossa posição mais conservadora [de manter o número de unidades lançadas]". Considerando-se a comercialização de 23,6 mil unidades em 2017, o volume é suficiente para menos de um ano de vendas.

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) - A Pesquisa do Secovi-SP acompanha, também, o mercado nas cidades que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), composta por 39 municípios, incluindo a Capital.

"O estoque não nos preocupa", comentou o economista-chefe do sindicato, Celso Petrucci.

Se em 2017 grande parte do desempenho do mercado imobiliário na cidade de São Paulo se apoiou no Minha Casa, Minha Vida (MCMV) neste ano o cenário deve mudar um pouco. Vale lembrar que o ciclo de desenvolvimento dos empreendimentos imobiliários é longo e existe um intervalo entre os lançamentos e o efetivo início das obras.

De acordo com o Secovi-SP, 2017 foi o ano dos imóveis econômicos. Durante o período de crise (2014/2016), houve represamento desta demanda, o que explica, em parte, a retomada do mercado imobiliário em 2017. "Em relação aos lançamentos, a estimativa é que poderão ficar próximos aos números de 2017, com maior diversificação dos produtos ofertados", anuncia Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

"O aquecimento do setor imobiliário e da economia contribuiu também para a redução do volume de distratos, que caíram substancialmente no ano passado, apesar de ainda não haver consenso sobre um marco regulatório para a questão", lembra Petrucci.

Para Amary, hoje essa regulamentação chega a ser mais importante para o setor que a própria reforma da previdência, muito apoiada pelas entidades a construção.

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